Vida: Ensaiando um retorno.

Não é a primeira vez que eu venho aqui escrever e dizer que pretendo voltar a postar em breve.

O Ap21G não morreu. A vontade de compartilhar inspirações e o meu dia a dia continua aqui. Mas se as coisas já estavam meio tumultuadas no primeiro semestre do mestrado no ano passado, no segundo semestre eu tive que abrir mão de tentar ter uma vida “normal” pra sobreviver.

Meu avô paterno morreu no comecinho de agosto. Queria ter feito um post sobre isso. Podia ter escrito um monte sobre todos os sentimentos envolvidos. Até aquela quinta-feira de manhã, na qual eu fui dormir com as malas prontas (porque eu já ia pra Brusque naquele dia mesmo) e acordei com várias chamadas não atendidas no meu celular (que ficou no outro quarto carregando) pra descobrir na sequência, vendo posts no Facebook, o que tinha acontecido na madrugada, eu nunca tinha perdido alguém tão próximo. Durante muitos anos da minha infância e até o início da adolescência, meu avó sempre foi muito presente, buscando e levando a gente na escola quando meus pais precisavam, e pra passear nos parques da cidade. Quando mudei pra Londrina anos atrás, ele estava começando a adoecer mas meus pais deram um jeito de levar ele (e a minha vó) até lá pra me fazer uma visita, talvez a última viagem mais longa que ele fez nos últimos anos de vida. Lembro daquele domingo no qual ele ficou encantando com um restaurante mineiro que tinha perto da JK com a Higienópolis onde almoçamos.

Foram quatro dias intensos e meio aéreos, até minha volta pro mundo real curitibano. No comecinho de setembro resolvemos adotar outro gato pra fazer companhia pro Leopoldo e a catsitter que cuidou dele nesses dias nos apresentou o Teodoro. Ele chegou aqui em casa meio doentinho, com diarreia, e a recepção do Leopoldo também não foi das mais calorosas. Resolvemos mantê-los separados. Nos dias seguintes o alarme soou e optamos por fazer um test de FeLV nele. Foi aí que um tornado passou aqui em casa.

Quando o primeiro teste deu positivo e a veterinária que vinha cuidando do Leopoldo não soube nos orientar a respeito, tivemos que buscar ajuda. Uma colega do mestrado me indicou a veterinária que cuidava dos gatos FeLV positivo da mãe dela. Tivemos que retestar o Teodoro e testar o Leopoldo via PCR, vacinar o Leopoldo com duas doses da quíntupla felina e manter uma quarentena que durou uns 2 meses, com o Teodoro no quarto e o Leopoldo no resto da casa. O Rafael dormindo como um mendigo com o Leopoldo na sala e eu sozinha na cama de casal com o Teodoro. Sim, foi turbulento. Pra piorar tudo o filhote maldito mijava em tudo. Ainda bem que uso protetor de colchão impermeável. Mas foi puxado.

Castramos o Teodoro em novembro (com sucesso!) e uma semana depois eles foram liberados pra conviver. Quem olha a minha casa hoje, com dois gatinhos fofinhos e super parceiros tocando o terror em dupla, não imagina como foi passar por tudo isso. Retrospectivamente, até que não foi tão difícil. Mentira. O dia que o exame de positivo confirmou a FeLV do Teodoro eu cai no choro, sentei no chão e chorei muito. Li relatos muito tristes sobre a doença. Não foi fácil aceitar que aquele filhote teria que passar por tudo isso. Mas no fim, eu e o Rafael assumimos o desafio de ter que aprender a lidar com tudo isso juntos, também. O Teodoro continua positivo, mas está assintomático e vamos fazer o possível para mantê-lo assim. No fim, é um jeito de aprender a lidar com coisas que não temos como controlar. Gatos FeLV+ também merecem um lar. Meu gordinho ronronador vive colocando sorrisos no meu rosto e não me arrependo nem um pouco do dia que ele entrou aqui em casa.

Enquanto tudo isso acontecia, o semestre andava a passos largos lá no PPGAdm. O Rafael começou a dar aula em duas universidades, isso com a agenda de cursos do semestre já fechada e com o processo seletivo do doutorado (no qual ele foi aprovado \o/) rolando.

Quando dezembro chegou, eu estava atolada de coisas pra entregar, e nenhuma vontade de continuar estudando. Estava completamente esgotada quando acabaram as aulas. Ah, aí fiz a minha planejada sexta tatuagem, as tais flores de cerejeira no braço direito, com um amigo do Rafael de Londrina que veio pra cá. Daí veio Natal, final de ano… todas aquelas coisas. E eu só queria ficar em casa. Curtindo meu namorido, vendo filmes e seriados e brincando com meus filhos felinos.

Estamos em fevereiro e eu até já entreguei uns trabalhos, tive orientação pra qualificação e tô escrevendo um artigo pra submeter ao EMA 2016, ainda tentando assimilar tudo que rolou em 2015. No final do mês começa o meu estágio docência, e no final de março preciso entregar o bendito projeto de qualificação.

Dois mil e quinze foi um ano turbulento, e embora 2016 tenha começado parecendo uma continuação disso, juro que vou me esforçar pra fazer desse ano um ano mais leve. Tive um chefe que, apesar de ser meio ausente, me ensinou uma coisa importante, que preciso lembrar mais. Quando eu ligava pra reclamar, de qualquer coisa, a primeira frase dele sempre quebrava o meu modo reclamona e me fazia voltar umas três casas no jogo da vida. Como esse é o meu primeiro post de 2016, e não sei quando vou conseguir voltar a postar aqui, fica um recado pra mim mesma sobre quem-eu-quero-ser-esse-ano.

Já sei que tem algo errado, não precisa perder tempo me explicando tudo, vamos direto pra solução. O que precisamos fazer pra dar certo?

Vida: Mestrado não tem férias.

O tempo segue voando por aqui. Já passamos da metade de 2015, e o meu primeiro semestre de aulas presenciais terminou oficialmente semana passada. Digo primeiro semestre, e presencial, porque desde sexta-feira estou fazendo uma disciplina de Processo Pedagógico do Ensino Superior que sim, acontece nas férias (e é presencial), quando eu ainda tenho três artigos pra escrever e entregar das outras disciplinas. Ou seja, não posso nem cogitar parar.

Mas sabe o que é pior? Esse ritmo meio doido vicia. Outro dia, entre o final das disciplinas e o começo dess disciplina, não tinha nada “obrigatório” pra ler e me bateu uma bad, haha. Tipo, o que eu faço agora? Já tô até cogitando tentar emendar um doutorado aí, coisa que até bem pouco tempo atrás achava muita loucura.

De qualquer maneira, voltei pra deixar registrado o que aconteceu no último mês, que por incrível que pareça, não foi só estudo (apesar de ter sido bastante isso).

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No comecinho de junho fomos pra São Paulo ver o show do Tigers Jaw que rolou por lá, e apesar da correria (o show foi em pleno feriadão, mas optamos por ir de ônibus, saímos no sábado de manhã e voltamos no domingo à noite logo depois do show, já que ainda temos dificuldades em deixar o Leopoldo sozinho por mais tempo, mesmo pagando uma cat sitter pra vir dar uma olhada nele), foi bom ter saído um pouco de casa.

Mesmo tendo ido pra São Paulo a trabalho mais de 10 vezes ano passado, não visitava a Pinacoteca desde 2013, e é um lugar qeu eu adoro voltar! Como passamos só uma noite por lá, ficamos no Blue Tree da Paulista, super bem localizado, e no sábado a noite demos um rolê massa com um amigo. São Paulo parece super assustadora pra quem é de fora, mas muitas vezes me sinto mais segura lá do que aqui em Curitiba. E o show também foi  incrível, o Tigers Jaw é uma banda que tem muito potencial de ser algo bem maior, se eles quiserem, claro.

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Mal cheguei de São Paulo e fui dar um pulo em Brusque (no fim de semana seguinte!), daí voltei e entrei no meio do furacão das semanas finais do semestre e encerrramento das disciplinas. Foi louco, mas é realmente incrível ver o quanto evoluímos e aprendemos em quatro meses. Ninguém mais tem medo de artigos de 30 páginas com várias tabelas estatísticas, uhu! \o/

Também ganhei um orientador, finalmente, e assim que superar essa fase dos artigos posso finalmente começar a trabalhar no tema da minha dissertação com mais afinco! Não vejo a hora. ;D

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Por fim, essa semana tivemos um seminário especial na PUC segunda-feira, com o professor Wagner Kamakura, brasileiro que dá aulas na Rice University no Texas e já foi editor do Journal of Marketing Research. Foi bem bacana ter contato com os modelos pra uso de dados secundários em pesquisas acadêmicas que ele apresentou, e com toda a realidade acadêmica lá de fora.

E ontem rolou churrasco do PPGAdm na chacará da Professora Jane! Foi legal ver o pessoal das linhas de pesquisa reunidos… nem parece que conheço todo esse povo há apenas quatro meses.

Pra dar uma arejada na cabeça, vale contar, também retomei a vida social nesse período e consegui sair com um pessoal com quem já trabalhei em outras temporadas da vida, com o pessoal do Anticast e fui até ver a Orquesta Sinfônica do Paraná tocando a trilha sonora com a projeção do Metropolis hoje! E depois ainda fomos almoçar no Nova Polska com amigos queridos.

Admito que conversar exige um certo esforço, mas tô me esforçando pra achar o meu lugar no mundo de novo. Minha vida mudou bastante nesses últimos meses, mas não vale a pena reclamar. Continuo sem férias, como nos últimos cinco anos, mas sinto, pela primeira vez, que é por algo no qual realmente pode fazer alguma diferança (algum dia)!

Vida: Um Dia de Cada Vez

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Que fase, gente. Que fase. Faz um tempo que eu venho aqui e penso “quero escrever sobre o mestrado” – afinal, esse é o resumo da minha vida há 3 meses, mas paro por simplesmente não ter palavras pra explicar. Já tinha previsto que essa seria uma fase mais introspectiva, de muito aprendizado, mas preciso ser mais clara: minhas previsões foram levianas. O mestrado é muito mais que isso.

Primeiro, que é uma fase de desconstrução intensa, tijolinho por tijolinho, das coisas que você tem como certas. O tal do conhecimento científico tem esse poder, de te deixar questionando tudo e todos. Aos pouquinhos, tô dizendo “tchau” praquela Nayara que eu conhecia e aceitando que essa experiência não tem mais volta.

Abrir mão dos planos pro futuro próximo, das férias e da estabilidade financeira é fichinha perto de ter que lidar com o fato de que tudo que estudei e aprendi nesses quase 30 anos de vida à respeito da área que eu pesquiso não é absolutamente nada perto do que tem pra aprender. Juro que tem horas que me sinto sacaneada pela vida, mas talvez seja esse o sentimento mesmo.

Estamos oficialmente na décima terceira semana de aulas (embora todas as disciplinas estejam na décima segunda aula) e é difícil contar tudo o que “conheci” até aqui, entre as diversas teorias das organizaçõesmetodologias de pesquisa e técnicas estatísticas de cruzamento de dados e sobre a história dos estudos em marketing (pra conseguir entender melhor as perspectivas contemporâneas sobre o assunto).

O que posso afirmar, por enquanto, é que tudo que eu achava que sabia é muito pouco perto de todas as novas maneiras de pensar Administração (e Comunicação e Marketing e tudo junto) desse universo que comecei a conhecer nos últimos meses.

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Como eu ainda não consegui digerir direito as coisas pra transformar isso em algo tangível (quero muito tentar), só me restam contar as novidades do meu mundo “objetivo“.

Comecei a ter muitas dores de cabeça e perceber que fazia um esforço imenso pra enxergar o quadro/slides projetados, e não deu outra. Fui no oftalmologista depois de uns anos (sempre enxerguei bem e saia de lá sem nenhuma indicação) pra descobrir que tenho 0,5 de miopia nos dois olhos. É pouco, mas o suficiente pra me incomodar bastante, por isso agora uso óculos em boa parte do tempo. Faz uma diferença imensa. Vale contar também: encontrei essa armação no PolloShop, pertinho de casa, na Ótica Lens. É da Marc by Marc Jacobs, não foi exatamente barata mas morri de amores e não consegui deixar ela lá e continuar procurando, rs.).

Na outra foto, o Bloco Azul do Campus do Jardim Botânico da UFPR, onde estudo, vivo e estou quase todos os dias. É bem engraçada minha relação com esse campus, porque eu quis muito estudar na federal durante toda a minha vida – na adolescência queria muito ir pra UFSC, depois pra UFPR, acabei passando pela Univali, pela UEL e pela FAE antes disso mas eis que finalmente cheguei lá (pra descobrir que ela não é nada do jeito que eu imaginei, rs).

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Comprei um milhão de canetas marca-textos coloridas da Stabilo e comecei a estudar mais no modo analógico, primeiro por que meu olho tava doendo e segundo por que a variação de estímulo favorece o meu processo de aprendizado. De brinde, ganho a companhia do Leopoldo nesse frio. No fim, esse é o verdadeiro livro de colorir para adultos, rs. E quando você tem um monte de páginas pra ler em pouquíssimo tempo, parece que ele passa ainda mais rápido mesmo. =/

Também adquirimos uma maravilhosa máquina de waffles aqui pra casa! Era uma vontade antiga, e foi uma felicidade quentinha pro inverno. Por enquanto, só fizemos a receita da massa que vem na embalagem, e experimentamos algumas coberturas diferentes… minha preferida é essa com sorvete de frutas do bosque e morangos.

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E como não poderia faltar um update da casa, mês passado demos aquela passada na Leroy Merlin pra finalmente executar esse projeto de prateleira que tava há vários meses nos planos, pra colocar os cactos e outras coisas pequenas. Basicamente, o Rafael comprou essa “ripa” de madeira e prendeu por baixo e por cima com os cabos de ferro. Não dá pra colocar coisas muito pesadas (como livros, por exemplo) e que o Leopoldo nem pense em subir nela, mas foi bem simples de fazer e o resultado ficou amor!

Também aproveitamos pra comprar molduras prontas pra colocar dois pôsteres que estavam há anos rolando pra lá e pra cá aqui em casa na parede. Agora a serigrafia do show do Pearl Jam em Curitiba em 2011 e o desenho que brilha no escuro que venho de Buenos Aires em 2008 fazem companhia pra outra serigrafia, da tour do Murder By Death e pra reprodução da exposição do Cartier-Bresson no MoMa, que eu trouxe daquela viagem pra NY em 2010.

Review: Amazon Kindle PaperWhite Vs iPad mini (1st gen)

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Oi, voltei! Minha vida tá super corrida por causa das disciplinas do mestrado e das milhares de leituras semanais, mas já me sinto um pouco mais adaptada e entrando no ritmo dessa nova realidade.

Sim, é um processo dolorido. Sim, tem horas que acho que vou pirar. Tô fazendo 4 disciplinas, não fui eu que escolhi, mas todas são extremamente legais (sempre saio da aula empolgada e com vontade de ler os próximos conteúdos), apesar de nenhuma ser simples ou sobre algo-que-já-ouvi-falar-muito-antes. Até o vocabulário tem um tantão de palavras que fiz questão de ignorar até hoje… de repente tô falando de heurística e de redes nomológicas como as coisas mais normais do mundo.

Tô lendo como nunca, semana passada parei pra fazer as contas e foram pelo menos 15 artigos científicos/capítulos de livros em uma semana. E a maioria deles, além de ser em inglês, não basta só ler uma vez, preciso parar, pesquisar, juntar informações sobre o tema e sobre o autor e mergulhar naquele universo… enfim. É um processo. A gente vai criando métodos pra conseguir passar por isso da maneira menos sofrida e é um pouco sobre isso que vou falar aqui hoje.

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Já contei aqui que ganhei um Kindle Paperwhite de aniversário do Rafael, né? Era muito sonho de consumo e continuo morrendo de amores por ele, mas preciso admitir que também fiquei meio frustrada sobre algumas coisas nesse começo de ano letivo. Daqui a pouco conto mais sobre isso.

Comprei esse iPad 2 logo quando ele foi lançado em 2011 e ele continua bem vivo, embora tenha mudado de dono, mas decidi colocar ele nas fotos do post pra comparar o tamanho. Em 2013 troquei o meu “aiPedão” pelo “aiPedinho“, e foi uma das melhores trocas que eu fiz na vida. O iPad mini que eu tenho e uso até hoje é o de primeira geração, que não tem tal da tela de retina, mas é bem mais leve e fácil de segurar e prático que o iPad 2. Sempre usei bastante em casa e acho um ótimo investimento.

Dos 3, o que eu menos gosto é o iPad “clássico”, por achar meio grande, pesado e desajeitado. Sei que tem gente que curte bastante pra assistir vídeos e coisas do tipo, mas como esse não é muito o meu perfil de uso, eu realmente não sou fã dele e nem teria o iPad Air, até porque acho o tamanho do mini perfeito.

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Já contei aqui que o Kindle é o meu atual “xodó”, talvez pela novidade, afinal, já estamos em 2015, o que quer dizer que o meu iPad mini deve ter pelo menos um ano e meio de uso (e o iPad 2 já vai pro ano 4). Nessa altura do campeonato, não fico mais tão deslumbrada pela tecnologia ou pelas possibilidades, elas estão bem incorporadas na minha rotina.

Mesmo assim, o Kindle me surpreendeu, já que a leitura nele é muito mais confortável e menos cansativa do que ler no iPad (ou no computador), o que acaba até influenciando a minha concentração.

Mas como nem tudo é perfeito, ele tem dois probleminhas que tem atrapalhado bastante e fizeram com que ele ficasse meio jogado aqui em casa:

1. O acervo: a grande maioria dos livros que eu preciso ainda não está disponível na plataforma. E tem livros que até estão, mas só abrem no aplicativo do Kindle pra computador/iPad. Dá pra crer? De qualquer maneira, quando está disponível, vale muito a pena, já que dá pra ajustar o tamanho, o espaçamento e qual fonte você quer usar, a luminosidade e tudo isso. É muito bom ler livros adaptados de verdade pro Kindle e uma pena que muitos não estejam.

2. Ele até lê PDFs, mas claramente não foi feito pra isso. A tela não se adapta bem ao tamanho de um PDF A4, e o touch da tela é uma b*sta, ou seja, não adianta dar zoom e ficar arrastando. Tem que ter muita muita paciência pra usar dessa maneira e eu já desisti.

Até acho vantajoso ele não ser multifunções, realmente prefiro um Reader que não fique recebendo notificações o tempo todo, mas esses detalhes aí me deixam meio surtada. O fato dele não rodar aplicativos como o Mendeley também não torna ele a melhor solução pro meu problema dos artigos do mestrado. Ele é ótimo pra ler livros? Sim. Pra estudar? Nem tanto.

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Outro detalhe que eu amo no Kindle é o acabamento em si. O touch é bem ruim, verdade, mas acho o aparelho uma gracinha. Ele parece ser “sólido”, apesar de muito leve e prático de carregar. E a capinha “oficial” (que você compra separado) é linda e bem mais resistente que as capinhas da Apple pro iPad. Amazon mandou bem nisso e merece o reconhecimento.

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O meu iPad mini tem por volta de um ano e meio, mas essa Smart Cover encardida aí é bem mais recente, já que troquei por milhas na loja do Smiles em setembro do ano passado. E olha que eu até cuido bem dela.

Apesar da minha frustração com a Apple nesse quesito, admito que nessa fase tenho usado bem mais o iPad mini do que o Kindle. Em grande parte, a culpa nem é do aparelho em si, mas do aplicativo do Mendeley, esse programa multiplataforma maravilhoso perfeito pra quem tá no mesmo universo acadêmico que eu. E dois tais livros que só abrem no iPad.

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Agora uma coisa que eu odeio com todas as minhas forças são as capinhas da Apple. Não que existam outras capinhas boas pro iPad. Se tem, nunca encontrei. Quando meu irmão comprou o iPad mini fora do Brasil e trouxe pra mim, comprou também um Smart Cover de poliuretano cinza (que não aparece nas fotos), única opção disponível na época. Daí eu comprei um case de plástico pra protejer atrás e tudo isso deixava o iPad mini enorme e desajeitado e logo esse case quebrou. E a própria Smart Cover vivia se soltando por conta própria do iPad (que quase caiu no chão algumas vezes por isso).

Daí ano passado troquei milhas do Smiles por esse Smart Case azul de couro (contei um pouco sobre isso aqui) e apesar de todas as promessas e do preço caríssimo de um desses na loja, ele também tá longe de ser bom. Logo ficou completamente encardido e é impossível limpar!

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Acho que o Smart Case vermelho (de poliuretano!) do iPad 2 é da época que ele ainda era meu, ou seja é um pouco mais usado que o iPad mini, mas também nunca foi muito bom. Apesar de proteger bem o aparelho, ele também logo ficou encardido, e pior, esse tá até se desfazendo. Na comparação com o de couro, dá pra perceber é que o modelo mais caro (couro!) é bem mais “compacto” que o poliuretano, já que as bordas desse são meio grandes pra proteger o aparelho. De qualquer maneira, não indico nenhuma das duas versões dessa capa.

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No fim, sei que tenho sorte de ter todos esses gadgets em casa e poder comparar e escolher o que se adapta melhor as minhas necessidades! Se tivesse que optar por só um, apesar de amar muito meu Kindle (<3), no momento seria o iPad mini por facilitar muito a minha vida de mestranda. Como e-reader, pra ler livros de literatura, o Kindle é bem mais bacana, só que ele não tem resolvido essencialmente o que eu preciso agora! Humpf. Uma pena.

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Vida: Uma Nova Fase

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Resolvi passar aqui pra dar um update sobre como está sendo essa nova fase, e as primeiras semanas de mestrado. Mais porque quero deixar registrado, do que por ter realmente alguma coisa interessante pra compartilhar. Cada vez mais me dou conta que esse momento é totalmente pessoal e introspectivo, e que por mais que eu escreva ou fale sobre isso, ninguém vai realmente entender o que estou passando e vivendo.

A primeira semana de março foi um período de integração, no qual os professores se apresentaram e tivemos mais contato com os grupos de pesquisa, veteranos, doutorandos e a realidade da UFPR. O pessoal das outras linhas de pesquisa também ficou sabendo quem serão os seus orientadores, mas nós, de Estratégia de Marketing e Comportamento do Consumidor – EMCC), ficamos em stand by até o segundo semestre.

Foi também nesse período que me dei conta de que agora estou 100% envolvida com a academia, e que a graduação, a especialização e o mercado de trabalho ficaram pra trás. No mestrado, não interessa mais onde, com quem ou com o quê você trabalhou: sua vida começa de novo, e é a sua dedicação as leituras e ao curso que vão definir quem é você daqui pra frente.

Na semana passada, tivemos um contato maior com as disciplinas e veio o primeiro choque, com a quantidade enorme de coisas que temos pra ler e estudar e entender nesse primeiro semestre. É um período introdutório, mas como tem muito pra ser feito nesses dois anos, não podemos perder tempo. Esses papéis colados atrás da porta do closet na foto são o meu cronograma de leituras pra março e abril, preferi ter só esses por enquanto pra não me perder no mar de informações do semestre inteiro (e essa bolsa azul pendura é a Longchamp Le Pliage Neo que falei no meu último post!)

Apesar de todas as emoções envolvidas nisso, e do medo de não dar conta da responsa, fiquei bem feliz com a realidade paralela que encontrei lá na federal, tanto nas discussões em aula quanto com os meus colegas. Sempre me senti incomodada ao ser criticada por ser muito teórica e procurar discussões mais profundas enquanto trabalhava, e me senti em casa lá, mesmo sabendo que vou torrar muitos neurônios e virar muitas noites pelo caminho.

Outros updates aleatórios dessas semanas, não necessariamente relacionados ao mestrado:

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– Comecei a tirar a tinta vermelha do cabelo no final de janeiro. Ainda estou em processo de transição, vai demorar um pouco pra me livrar dos reflexos acobreados, mas pra quem estava com o cabelo super ruivo, até que nem deu tanto trabalho: duas sessões do Dekap Color, mais tinta acizentada e tonalizante até ficar morena de novo. Acabei curtindo bastante o resultado e até me identificando mais com essa nova cor! Daí resolvi desapegar de vez e quinta-feira passada (12/3) cortei bastante cabelo, fiz um bob bem assimétrico, com a parte de trás curtinha e a frente bem comprida (desde que parei de cortar a franja sonhava com algo assim!), como dá pra ver na foto.

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– Depois de algum tempo enrolando, finalmente troquei de computador. A bateria do meu MacBook antigo morreu faz algumas semanas e ele não tava dando mais conta de rodar programas paralelos sem “ferver”. Já tinha colocado SSD ano passado, e talvez uma limpeza profissional e uma bateria nova até aumentassem a sobrevida dele (que ainda estava na lista de atualização para o Yosemite), mas preferi aposentá-lo depois desses 6 anos. Rolou uma duvida entre o Air e o Retina, mas acabei optando pelo Retina já que esse é meu único computador e preciso de algo um pouco mais *forte*. Tô mega feliz com a nova aquisição (chegou segunda-feira passada, 9/3) e nem preciso falar que veio em um momento super necessário. ;D

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– Semana passada (no domingo, 8/3), também fizemos algumas alterações no layout da sala, trocamos as estantes e a TV de parede, e ficou bem bacana o resultado (não sei se estavámos cansados do jeito antigo ou se realmente gostamos mais assim!). O Leopoldo adorou a bagunça toda, haha, mas enfim, qualquer hora faço um outro post daqueles mais completos contando sobre a decoração e a disposição dos móveis, pra deixar registrado como está a nossa sala agora.

Vida: Reflexos & Reflexões

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Faz um tempo já que venho aqui, abro um post qualquer, arrumo as fotos, começo a escrever e desisto no meio do caminho. Algumas postagens estão encaminhadas desde o ano passado, faltando só pequenos ajustes, mas tem rolado uma certa dificuldade de finalizar as coisas e ser produtiva no blog. =/

Admito que viver sem inspiração não é exatamente um dos meus pontos fortes, e desde que fui aceita no mestrado no final do ano passado tô meio me arrastando nessa fase de transição. Complicado, né? Decidi que vou dar um tempo no trabalho, principalmente no meu “freela fixo“, que além me tomar bastante tempo também ajudou a esgotar todas as minhas energias nesses meses de dedicação quase exclusiva.

Além de tudo que produzi em casa, fui dez vezes pra São Paulo entre abril e novembro, e contabilizei mais de 30 dias por lá, sempre a trabalho. Sério, nunca imaginei que isso pudesse ser TÃO cansativo, e olha que sempre fiquei em hotéis excelentes e aproveitei pra passear um pouco pela cidade, que no fim, ganhou um lugarzinho no meu coração. Viajei tanto que virei cliente “Tudo Azul Plus”, mesmo que eu tenha voado mais de Tam do que de Azul nesse período. =p

Até semana passada ainda estava trabalhando pra valer, apesar de não ter viajado mais desde dezembro, e só agora estou finalmente de férias, sem fazer nada. Por uma semana. Sim, por que semana que vem já tenho Semana de Integração e na outra volto a ser estudante de verdade, e daí acredito que as coisas irão se encaminhar melhor por aqui.

Como tenho quatro provas de nivelamento entre abril e maio, tenho uma pilha de livros pra estudar até lá. Ainda pretendo escrever uma resenha completa sobre isso, mas ganhei um Kindle Paperwhite de presente do Rafael de aniversário e tô apaixonada pelo bichinho. Ok, vou antecipar que nem tudo são flores nessa história, e tem muitos livros que preciso estudar, alguns bem grossos e complicados de carregar por aí, que ainda não tem versão digital, e um outro que é bibliografia básica do curso que não rolou no Kindle “físico“, só consegui abrir pelo aplicativo pro iPad. Não fiquei muito feliz com isso, mas ainda bem que tenho essa opção, né?

E apesar de continuar repetindo o mantra da economia, agora mais do que nunca já que vou ficar uns longos vivendo só de ar do que tenho guardado, me dei alguns presentes legais nesse começo de ano, pra garantir os looks que quero usar no mestrado, hahah. #ansiedade. Estamos em pleno verão e comprei até casaco da coleção de inverno da Renner (preto básico, mas lindo, quentinho e irresistível).

Aproveitei que meu irmão foi passar o fim de ano em Londres pra encomendar uma Longchamp Le Pliage Neo azul, já que a minha marrom tradicional tá muito velhinha e eu acho a Le Pliage uma das melhores bolsas que existem pra passar o dia inteiro fora de casa, viajar ou levar pra aula, já que ela é enorme, leve e prática.

Ah, e já que tô falando disso, também me dei de presente outra versão daquele Adidas Top Ten Hi Sleek que fiquei ensaiando um tempão pra comprar e que apareceu nesse post aqui. Usei tanto que comecei a ficar com medo de gastar e sério, esse modelo é tão delicinha que eu teria um de cada cor se pudesse. Amo Adidas, amo tênis de cano alto e esse modelo virou o meu favorito. Mas dois tão mais que suficientes, né? O segundo é preto com as listras brancas e no fim achei até mais fácil de combinar do que o que tem detalhes de onça! Tô curtindo bastante usar ele com shorts estampados e algumas saias, além de jeans e leggings e é o meu calçado favorito pra andar por aí com o Rafael (um dos nossos programas curitibanos favoritos =p).

Enfim, por hoje, chega de novidades! Tenho várias outras coisas pra contar e um terceiro #LeopoldoFacts pra terminar, espero me animar um pouco pra voltar a escrever e registrar essas coisas por aqui com calma.

(post escrito no dia 24/02/2015)

Construindo coisas: Mesa de centro

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Meus pais são de uma região rural do norte do Paraná, lá se conheceram, se casaram, se mudaram pra São Paulo e eu nasci. Ok, não foi necessariamente nessa ordem… Bom mas o que importa aqui é que esse fato da origem dos meus pais teve uma influência engraçada na minha relação com móveis, explico.

A maioria dos feriados e férias íamos para o norte do Paraná, pro sítio. Lá acabei acompanhando muitas obras em casas de madeira. Constrói, desmonta aqui remonta ali, tira uma parede, bota uma parede… E com isso restavam muitas sobras de madeiras, a maioria eram madeiras nobres peroba rosa, mogno ou cedro. O pessoal aproveitava as sobras pra fazer uns móveis: armários, baús, camas, mesas e bancos. Bem rústicos e tal, já que a maioria era feita com serrote martelo e pouco conhecimento de marcenaria. Mas eram mais legais que os móveis que a gente tinha em São Paulo. Eram do tamanho que as pessoas queriam, bem úteis e resistentes.

Com uns 8 anos eu ajudava meu tio-avô a fazer alguns bancos e mesas. Logo comecei a fazer meus próprios móveis, com uns 13 eu tinha furadeira, serrote, martelo e essas traquitanas. Mas logo entrei na adolescência e meio deixei essas coisas de lado. A idéia de fazer eu mesmo meus móveis só me veio a cabeça de novo quando fui morar com a Nayara. Eu queria uma mesa, mas o quarto que eu tinha era muito pequeno, então fui atrás de um tampo de MDF e fiz uma mesa do tamanho que eu queria e resolveu meu problema. Mas sempre ficava com a sensação de que as coisas MDF eram meio pasteurizadas, sem vida.

Foi então que com a lembrança dos móveis rústicos lá do sítio, de “madeira de casa” comecei a ter vontade de fazer alguns móveis de novo. No pinterest comecei a ver alguns projetos e também técnicas de marcenaria, somado a um pouco do 1º ano de design (que tinha muita coisa de produto) comecei a fazer algumas coisas, banquinhos, um móvel que serviu de paneleiro no apartamento antigo. Tenho feito alguns projetos no computador, mas poucos são executados. Geralmente eu faço eles quando vou pra casa dos meus pais. Por que serrar madeira no apartamento é um pouco complicado. Essa história toda foi só pra contextualizar esses projetos que vou mostrar aqui conforme eles forem sendo executados.

O primeiro da série é uma mesa de centro, faz algum tempo que queria alguma coisa pra apoiar os pés enquanto eu sentava no sofá, tá eu sei que uma mesa de centro não serve pra isso, mas é mais forte do que eu :P. Eu e Nayara sempre olhávamos algumas mas sempre faltou uma coragem de pagar R$500,00 numa mesa de centro, além de ser difícil achar uma minimamente bacana. Então comecei a esboçar uma e pensei em fazer algo com madeiras mais baratas, se desse certo mais pra frente eu faria uma versão melhorada com uma madeira melhor.

Como o previsto o protótipo ficou meio tosco, como não tenho muito “as manhã” tem alguns encaixes que ficaram meio estranhos e etc, mas no geral saiu mais ou menos como eu queria. E o processo serviu para aprender o que fazer pra sair certinho em uma próxima versão. Aí ela com o Leopoldo aprovando.

Aqui vou descrever um pouco de como projetei a mesinha:

1) Fiz um desenho bem aproximado do que eu queria no Illustrator, usando o efeito 3d que tem lá só pra ter uma noção do volume. Nesse esboço eu tinha uma idéia megalomaníaca de fazer um tampo de vidro, mas logo desisti da idéia.

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2) De novo no Illustrator dei uma refinada no projeto e fiz ele mais pé no chão, ou seja algo que eu conseguisse de fato fazer só com uma serra circular. Desenhei 3 vistas: O tampo, a lateral grande e a lateral pequena. As peças foram desenhadas separadas e montei o móvel no illustrator pra ver se tudo encaixava. Nesse ponto eu ainda não tinha definido as medidas só as proporções.

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3) Defini as medidas exatas tomando por base os móveis que iriam se relacionar com a mesa: o rack da tv e o sofá. Medi a altura do chão até o assento do sofá, deu uns 50cm. Aí medi o rack que tinha algo em torno de 1,60 e no illustrator fiz um desenho pra chegar numa largura que tivesse alguma proporção com o rack cheguei em 90cm.

2) Defini um orçamento de R$100,00 pra fazer a mesa. Liguei em um monte de lugares procurando pinus e encontrei um lugar aqui em Curitiba que se chama Ripas que vende só pinus. As madeiras que eles vendem tinham 3 metros e até 25cm de largura. Cada tábua ia dar uns R$20,00 já beneficiada (sem farpas, semi-lisa) aí calculando mais ou menos quantas peças eu ia precisar cheguei no número de 3 tábuas. Com o resto do dinheiro eu ia comprar parafusos, cola e tinta.

4) Fiquei quebrando a cabeça pra ver como ia encaixar tudo, por que além de ter precisar de um aproveitamento extremo das madeiras eu ia precisar que o pessoal da Ripas cortasse as tábuas em tamanhos de no máximo 100cm, para que eu conseguisse carregar no carro. Pra ver como cada peça ia sair de cada tábua fiz um plano de corte no illustrator.

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Numerei cada tábua com um código pra saber que peça iria onde na hora de montar a mesa e preparar cada peça, abaixo tem o diagrama com cada peça e seu código.

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5) Depois de tudo cortado, viajei 400km e chegando no sítio comecei a preparar minhas ferramentas. Pra cortar tudo certinho eu ia precisar de uma serra de bancada, como não tenho. Fiz uma adaptação com a minha serra circular, tem vários tutoriais por aí de como se faz isso. Cortei seguindo os planos, e deu tudo quase certo. Fiz alguns cortes errados, por falta de instrumentos de precisão (esquadros) e o acabamento ficou um pouco malacabado por falta de equipamentos de acabamento (lixadeira e plaina). Com um pouco de serragem corrigi algumas coisas e no fim saiu algo bem interessante.

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Acabei considerando essa um protótipo, e acabei gostando da cor de madeira e desisti de pintar. Como eu disse lá atrás, no futuro penso em fazer esse mesmo projeto mas com uma madeira melhor e com mais ferramentas pra evitar os erros. Fiquem com mais algumas fotos do Leopoldo inspecionando a mesa.

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Vida: Passei no Mestrado \o/

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Voltando a bloggar só pra compartilhar a novidade por aqui também: sexta-feira de manhã fiquei sabendo que fui aceita no Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFPR, linha de pesquisa Estratégia de Marketing e Comportamento do Consumidor. Esse era um dos meus *objetivos* pra 2014 e não tenho palavras pra descrever o quanto fiquei feliz de encontrar o meu nome na lista, mesmo sabendo que estou oficialmente ferrada até 2017.

Não sei se todo mundo que acompanha o Apê sabe, mas o Rafael, que deveria ser co-autor do blog comigo (qualquer hora ele volta!) apresentou no começo desse ano a dissertação dele, e se tornou Mestre em Design da Informação, também pela UFPR. Acompanhar essa rotina tão de perto entre 2012 e 2013 deixou bem claro pra mim que mestrado não é brincadeira e que aquele drama do TCC que muita gente faz na graduação (been there, done that) não é nada perto de pesquisar, estudar muito e escrever uma dissertação de mestrado. Mas ao mesmo tempo, vivenciar isso só me deixou mais animada pra correr atrás e voltar a estudar!

Acho que a ideia de que eu não iria parar de estudar depois da graduação existe na minha cabeça desde a época que ainda estava no colégio… os cinco anos e meio que fiquei estudando Relações Públicas (fiz um ano e meio de Univali antes de entrar na UEL) me deixaram meio traumatizada, é verdade, tanto que fiquei um ano parada, fazendo só cursos livres e tal, pra então fazer aquela especialização em Administração com ênfase Marketing Digital na FAE entre 2011 e 2012 e parar de novo.

Acabei focando muito no trabalho durante todo esse tempo, fiz uns cursos no Coursera mas aproveitei mesmo pra descansar a cabeça porque eu sabia que a hora de voltar com tudo chegaria cedo ou tarde.

Em junho fiz a prova do ANPAD, requisito pra quem quer fazer Mestrado em Administração, e o bom resultado me deixou animada pra juntar toda a documentação e fazer minha inscrição pro processo seletivo. Foram três fases e a cada uma que eu passava ficava mais ansiosa pra tal entrevista, que fiz no começo da semana retrasada.

Admito que fiquei bem nervosa no dia, meio que caí na real quando cheguei lá no Bloco Azul do Jardim Botânico e comecei a tremer, haha. Nessa hora, lembrei das conversas que tinha com o Waldyr, professor da UEL e orientador do meu TCC e tentei me concentrar… mesmo assim acho que não consegui me expressar tão bem lá, rs.

Não vou falar muito sobre o processo em si, ele acontece exatamente como está descrito no edital que tem no site do programa e no fim das contas cada Programa de Mestrado tem suas particularidades. O Rafael teve que apresentar pré-projeto pra banca, por exemplo, enquanto eu tive que fazer o ANPAD, entregar um monte de documentos e fazer uma interpretação de texto em inglês depois da entrevista, que não era nem a mesma das outras Linhas de Pesquisa em Administração.

Enfim, tá sendo muito louco lembrar de tantas vezes que contei para as pessoas que estava tentando mestrado, cheguei a desmarcar viagens e reuniões de trabalho por conta disso, li bastante pra me preparar e no fim (?) deu certo!

Claro que pretendo continuar o blog quando voltar a estudar ano que vem, não sei com que frequência isso vai virar tema de posts por aqui, mas é algo que faz parte da minha vida e que eu queria muito deixar registrado.

P.S.: Coloquei uma foto da minha modesta prateleira de livros acadêmicos pra ilustrar o post. Sei que faço parte dessa geração que consome muito artigos online nos quais muitas vezes se ignora por completo o autor e não dá muito valor pra esse tipo de conhecimento… mas nunca consegui superar isso! Faz um tempo já que parei de comprar livros físicos e só pago pela edição do Kindle pra ler no iPad Mini (pretendo adquirir um Kindle de verdade em breve pra me acompanhar nessa nova fase), mas tenho certeza que essa coleção voltará a crescer em breve! E pra uma das áreas que mais me encanta estudar: Comportamento do Consumidor <3 <3 <3.

Vida: Sinal de Fumaça

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Passando rapidinho pra avisar que não sumi, só a vida que deu uma mega tumultuada nas últimas semanas. Fiquei uns dias em SP trabalhando (do dia 21 ao dia 24), voltei pra Curitiba na sexta à noite e já fui pra Busque no domingo de manhã cedo.

Quando finalmente cheguei em casa na quarta-feira da semana passada, tava só os caquinhos de Nayara, mas ainda cheeeeia de coisas pra fazer e esse tempo VOANDO super. E sabe o que eu fiz? Fui pra balada, hahaha. Queria ter batido umas fotos de look no fim de semana, mas domingo o Rafael embarcou pra Brasília pra primeira edição corporativa do Pensar Infográfico e fiquei sem fotógrafo. =p

Mas enfim… Sabe a wishlisht? Dei uma surtada consumista no meio de tanta correria e comprei um vestido lindo e fofo da Antix na Apple Spicy (que usarei na semana que vem nas Bodas de Diamante dos meus avós), o batom Rebel da MAC e o Ray Ban Erika que estavam nela… só que no lugar do óculos clarinho acabei com aquele modelo de veludinho com a lente espelhada! Tô usando e amando demais. Em breve no próximo outfit, haha. Também comprei umas outras coisinhas por que esquentou e me dei conta que tava precisando de umas roupas mais fresquinhas! Ou seja, a economia foi meio #fail por aqui nesse mês.

E essa semana, depois de um ano e quatro meses, finalmente tirei o aparelho! Fiquei ontem e hoje nas burocracias do dentista, ontem foi dia de remover tudo e hoje voltei lá pra colar a contenção na parte debaixo e buscar o aparelho móvel que vou usar daqui pra frente. Também tô com contenção colada em alguns dentes de cima, mas já tinha feito isso umas duas semanas atrás… mês que vem volto lá pra fazer a limpeza final e um polimento nos dentes e depois disso vou fazer a documentação final, daí pretendo escrever um post beeem completo com antes e depois e tudo isso.

As próximas semanas vão continuar tumultuadas por aqui, vou tentar postar mas por enquanto só me resta agradecer a paciência! 😉 Qualquer hora eu tô de volta…

Beauté: A Nova Embalagem do Mineralize Skin Finish Natural

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Lembram da minha wishlist? Comentei nela que precisava de um Duo Mat da Make Up Forever novo pois já estava vendo a o fundo da latinha do segundo. Daí outro dia tava saindo de casa correndo e aconteceu isso:

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Meu Duo Mat pulou da bolsa e cometeu suicídio. Quase chorei. Que despedida difícil… Fui dar uma olhada nos pós de acabamento que tinha em casa e me deparei com essa triste situação:

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Um Mineralize Skinfinish Natural já no final da vida (e esse é o meu segundo também), dois Duo Mat, um espatifado e outro só as bordas e o Naked da Urban Decay, que tá longe de ser meus favoritos (tenho a impressão de que ele me dá cravinhos) também com a latinha aparecendo. Só tristeza lembrar o quanto custam essas coisas aqui, né? =/

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Acabei indo pra Brusque na semana seguinte e enquanto estava lá usei o Mineralize da minha mãe emprestado. Foi o suficiente pra reelembrar o quanto AMO esse pó da MAC. Nunca me adaptei aos outros pós da marca (já tentei o Studio Fix e foi bem desastroso), mas o Mineralize foi amor a primeira usada! Quando o que eu tinha acabou, foquei em usar os outros pós que estavam em casa e esquecendo dele… mas foi só usar de novo pra perceber que precisava de um novo urgentemente.

Procurei online e não achei a cor Light na loja da Sephora nem na MAC. Quando o meu primeiro pó acabou, ele estava sem estoque no Brasil e a minha prima acabou trazendo dos EUA. Isso me deixou um pouco preocupada… mas corri na loja da MAC do Pátio Batel e descobri que ele ainda está lá, tão perfeito quanto sempre, só que ainda melhor! O Mineralize Skinfinish ganhou embalagem nova e agora tem um espelhinho bem prático pra carregar na bolsa na tampa! 😉

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Não custou muito barato e fugiu um pouco do meu orçamento, mas fiquei tão feliz com esse reencontro! Pra quem não conhece, o Mineralize Skinfinish Natural é um pó de acabamento bem fininho, com uma cobertura bem natural e levemente luminosa. Comparado com o Duo Mat, ele é bem mais leve, mas disfarça bem as imperfeições (apesar da Duo Mat ser mais eficaz). O Naked também é fininho, mas eu acho que ele não disfarça tanto os meus poros e cicatrizes, além de durar menos!

Resumindo, desses três pós de acabamento, o da Urban Decay é o que eu menos gosto, enquanto o Duo Mat é o meu favorito pra carregar na bolsa e retocar a maquiagem durante o dia, e o Mineralize pra usar em casa.