Vida: Aparelho Ortodôntico – Round 3!

Senta que lá vem mais uma história…

E essa é uma história triste, de uma menina desiludida com um ortodentista que fez com que ela passasse boa parte da adolescência com um sorriso metálico e agora está aqui, no auge dos seus 27 anos, sofrendo com essas malditas pecinhas (dessa vez de porcelana translúcida) na boca de novo.

Acho que eu tinha uns 10 anos quando coloquei aparelho pela primeira vez, móvel, pra corrigir o crescimento dos meus dentes que na época já se projetavam pra frente. Foi a minha primeira dentista que fez isso, na melhor das intenções. Depois desse aparelho, lá pelos 13, fui atrás de um orto e coloquei pela primeira vez o aparelho fixo, que me acompanhou por 2 longos anos. Não lembro desse período como algo traumatizante ou estranho, porque todo mundo no colégio onde eu estudava usava e fui uma das poucas sortudas que nunca teve que usar aparelho “externo” – o famoso cabresto.

Nessa época (eu tinha uns 13/14 anos!) o tal do orto solicitou, e minha mãe, bem contrariada, acabou atendendo a recomendação dele (apesar da primeira dentista, que me acompanhou por toda a infância, ser contra) de extrair os meus pré-molares superiores permanentes pra poder “empurrar” toda a arcada superior pra trás, já que ela era, na opinião dele, muito maior que a inferior. Depois que os dentes estavam no lugar, tirei o aparelho e corrigi esteticamente o formato dos meus incisivos com resina pra que eles ficassem menos pontudos.

O resultado foi perfeito na época, mas por alguma omissão do dentista nunca coloquei retentor embaixo, e um dia, menos de um ano depois, joguei acidentalmente o aparelho móvel que usava pra manter os dentes de cima no lugar no lixo. O resultado? Em menos de um mês todos dentes voltaram todos pro lugar original, mas sem os pré-molares! Ganhei com um diastema enorme na frente e vários espaços entre todos os dentes. o.O

Sensibilizado com a c*gada (e também porque já tinha ganho muito dinheiro nesses dois anos – eu poderia ter feito um intercâmbio ao invés de usar aparelho, só procês terem uma ideia da despesa), o dentista sugeriu recolocar o aparelho só em cima, sem cobrar nada, pra alinhar tudo de novo. Lá se foram mais dezoito meses (um ano e meio!) de sofrimento. Até nas fotos da minha formatura de segundo grau o tal do sorriso metálico acabou marcando presença (eu não me preocupava muito em esconder isso na época). Era perceptível que o tal do dentista não estava lá muito interessado no meu tratamento, e quando finalmente tirei, já passando dos 18 anos, eu só queria mesmo me livrar daquela fase e seguir em frente. O resultado não ficou tão bacana quanto da primeira vez, mas os espaços estavam fechados e enfim, parecia tudo bem.

2003

Em 2003, apesar de já estar usando aparelho fixo pela segunda vez, eu ainda era, como dá pra ver na foto, uma adolescente inconsequente que consumia doces e não cuidava nem um pouco da alimentação apesar de todos os ferros na boca, e também não tinha nenhum trauma e nem tentava esconder isso.

Agora vem a parte que não contam pra você quando tentam te empurrar esses tratamentos caros e você ainda é adolescente: você vai crescer, o seu rosto vai mudar e provavelmente tudo vai sair do lugar um dia. Acontece com quase todo mundo que usa aparelho bem cedo. E se um dentista sacana quiser que você arranque dentes saudáveis antes disso, prometendo que vai colocar as coisas no lugar, corra, fuja, se esconda, vá atrás de uma, duas, ou três opiniões antes de tomar uma atitude tão extrema.

Cresci numa cidade do interior, com poucos ortodentistas e esse que eu ia era bem “top”, caro e conhecido por atender todas as meninas rycas e bem nascidas da cidade e por ter um consultório na capital. Como eu estudava com elas e também queria um sorriso bonito, meus pais gastaram o dinheiro que tinham – e que não tinham – pra me dar esse “tratamento”, afinal o resultado era pra sempre.  E fizeram tudo que ele indicou, mesmo não concordando. O resultado é esse mini pesadelo que estou vivendo agora.

Dos 18 pros 25 engordei pelo menos uns 15kg, e não é porque hoje em dia estou super acima do meu peso e sim, porque eu era uma adolescente ridiculamente magra lá em 2003:

2003_aparelho

Dez anos e vinte quilos atrás.

É óbvio que essas mudanças físicas afetaram todos os traços do meu rosto, e as coisas acabaram meio desequilibradas. Demorei uns bons 4 ou 5 anos pra ter coragem de voltar em um ortodentista, mesmo sabendo que cedo ou tarde teria que usar aparelho de novo, já que meus dentes estavam todos fora do lugar e eu ainda tenho um estalo chato no maxilar, que esse primeiro dentista prometeu que eu não teria mais quando acabasse o tratamento, mas para o qual ele nunca deu bola (estava mais preocupado com as pacientes que apareciam na coluna social do que comigo, #eusei).

Enfim, fiquei todo esse tempo me preparando psicologicamente e sempre escolhendo as fotos nos melhores ângulos pra disfarçar algo que até hoje me deixa bem incomodada. Usei aparelho por quase uma década mas nunca consegui me sentir segura o suficiente pra sorrir de boca aberta, e eis que agora estou aqui na cara e na coragem com o tal do aparelho estético, de porcelana, que é bem mais discreto que os de metal que usei antes, mas não é invisível. Tá doendo, tô me sentindo muito estranha esses dias e sofrendo com esse treco na boca (não consigo nem falar direito, não lembrava que era tão difícil essa adaptação), mas é por uma boa causa, e porque estou acreditando que finalmente essa história vai ter um final feliz. <3

aparelho_porcelana

Aparelho estético de porcelana, o retorno, no meu primeiro fim de semana com ele.

Ah, pra quem ficou curioso: dessa vez, o dentista que colocou foi um professor da pós da dentista (e amiga) com quem tenho feito todos os meus tratamentos dentários aqui em Curitiba desde 2011, indicação de confiança mesmo, até porque (eu acredito que) o meu caso não seja tão simples assim. Aceitei tudo que ele indicou de coração aberto, não cogitei procurar outros profissionais nem fui pesquisar sobre o tal do que virou modinha, caso alguém esteja se perguntando sobre isso. Vou seguir assim mesmo e ver no que dá, torçam por mim! =)

Beauté: Explosão Floral!

perfumes_flowerbomb
Uma vez, lá em 2010, eu fiz esse post contando quais eram os perfumes que eu mais amava naquela época… alguém ainda lembra?

Apesar de não ter deixado de adorar todos os que coloquei na lista e não viver mais sem o Deep Red (Hugo Boss) e o Amazing Grace (Philosophy), com o tempo a gente acaba descobrindo novidades, e eu ando tão tão apaixonada por um perfume que achei que tinha que vir aqui registrar mais esse amor: não tem jeito, achei O MEU cheiro, e ele se chama Flowerbomb!

Minha história com ele começa com uma amostra que veio numa compra da Sephora… as últimas gotas do meu amado Deep Red tinha acabado, e sem nenhuma viagem em vista, só me restou apelar pra comprar ele no Brasil mesmo. Lembro que recebi as amostras do Flowerbomb e o Trésor Midnight da Lâncome, que apesar de ser bem gostosinho, não era nem um pouco marcante como a tal da granada rosa assinada pela Viktor&Rolf!

Pirei muito nas notas do perfume, na fixação, na embalagem… mas não rolava comprar ele aqui no Brasil, pelo preço do maldito ser bem mais caro que a média dos perfumes que a gente vê por aqui (se lá fora ele já é mais caro, façam as contas e chorem =/).

Daí que em outubro ou novembro do ano passado meus pais foram numa excursão com amigos pra Riviera, no Uruguai e aproveitei pra encomendar o bendito com preço de freeshop, junto com um ChubbyStick da Clinique (minha mãe super acertou na cor, um rosinha fofinho lindo que uso muito!) e o Rayban Jackie Ohh II que já apareceu por aqui! <3 Eita divisa maravilhosa!

Sim, a embalagem é essa belezura aí, um diamante-granada lindo, perfeito e rosa. E o tal do perfume é isso mesmo, explosivo, marcante e floral. A descrição oficial da Sephora fala que é um floral oriental (achei também “gourmand” em outros lugares), que abre com o frescor doce e vibrante dos acordes de bergamota e chá verde. O coração, luxuoso e intenso traz a pureza do jasmim sambac e a sedução da rosa centifolia, da frésia e da orquídea catléia, e na base da composição, delicado como uma carícia, o toque oriental do almíscar e do patchouli.

Admito que não é um perfume pra fracos, ele é bem marcante, bem floral e as primeiras notas são bem doces. Depois dá uma acalmada e fica mais tudo sob controle. Apesar de bem forte e com uma super fixação, uso todo dia de boa pra ir trabalhar, não chego nem a ficar incomodada e olha que sou bem chata com isso. Nunca achei que fosse me empolgar tanto com um perfume, mas a verdade é que não faz nem um ano que o meu vidro de 50mls chegou e já está pela metade! (#chora de novo). Sinto que vai ser meu perfume pra vida toda, sabe? Não consigo enjoar dele, e se fico uns dias sem usar, quando passo de novo me sinto completamente encantada, como da primeira vez.