Inhotim: Sobre o fim de ano e recomeços!

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Preparados para um inevitável post com zilhões de fotografias, boas memórias e brilho nos olhos? Porque foi assim que 2014 começou pra mim.

Fazia um tempinho que essa ideia de conhecer Inhotim rondava a conversa na casa dos meus pais – que não são exatamente experts em arte nem em viagens, mas que já tinham ouvido falar do lugar e alimentavam uma certa curiosidade a respeito. Esse não era o Plano A pro nosso fim de ano, mas quando a ideia original foi deixada de lado, fiquei responsável por montar o roteiro, comprar as passagens e enfim… dar um jeito em tudo.

E olha, organizar viagens com a minha família não é fácil. Dessa vez, até o meu irmão topou ir junto já que a namorada dele também tinha uma viagem programada com a família dela. O Rafael foi pro Norte do Paraná passar o Natal com os pais dele, mas depois voltou pra pegar avião e viajar com a gente, já que dia 2 era meu aniversário, e assim tudo se encontrou.

A função toda começou no fim de novembro, quando, depois de muita discussão sobre o roteiro e as datas, finalmente comprei as passagens de Curitiba para BH, reservei os hotéis e tudo. Pesquisando, descobri que Inhotim fechava em boa parte dos dias entre o Natal e o Réveillon, por isso montei uma programação para visitar o parque nos dias 2 e 3 de janeiro, e encaixei o resto pra isso dar certo.

Viajamos no dia 30 para Belo Horizonte, onde passamos o Réveillon em família num quarto de hotel. Tomando champagne (de verdade, thanks dad <3), comendo frutas e frios. Apesar de simples, foi divertido estar em um lugar diferente, longe do tumulto que rolam no litoral (apesar do Verdemar mega lotado no dia 31!). Assim que chegamos em Confins, alugamos um carro que nos acompanhou durante toda a viagem – por conta disso rolou toda uma vibe super família buscapé (5 pessoas + malas + uma Fiat Dobló perdidos por MG).

No dia 31 de manhã, fomos até o Mercado Central de BH, um ponto turístico famoso mas que não me surpreendeu muito. Compramos umas cervejas diferentes e canequinhas daquelas de metal coloridas pra usar na Nespresso. À tarde compramos nossa ceia no Verdemar do Diamond Mall e eu e o Rafael demos uma volta a pé pelo Savassi (um bairro bem fofo de BH). Ah, nesse dia almoçamos no Ah!Bon… Lugar com uma decoração meio modernista bacana (que a gente adora!) e comida boa! Fica no térreo de um prédio, que não sei se é comercial ou residencial numa rua mais tranquila.

Dia primeiro, depois do almoço (no shopping, já que não sabíamos o que mais estaria aberto!) pegamos estrada para Brumadinho, cidade vizinha à Belo Horizonte onde fica Inhotim, com o meu irmão dirigindo. Ele acabou se atrapalhando com o GPS e mesmo com todos os meus alertas, pegou a estrada mais longa, que tem uma vista muito bonita, mas é cheia de curvas e penhascos. Demorou mais do que o planejado, mas logo chegamos na nosso hotel.

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O Estrada Real Palace Hotel fica a uns 4 quilômetros de Inhotim. É todo novinho, inclusive uma parte dele ainda está em construção, e tem uma área com piscinas bem bacana para quem quer descansar e curtir o calor. Aproveitamos pra dar um mergulho no fim da tarde quase todos os dias que ficamos por lá (fizemos check-in dia primeiro e saímos no dia 3).

Finalmente… visitamos Inhotim no dia 2 e dia 3 demos um pulo lá pela manhã para “terminar” o roteiro. Logo após o almoço, partimos para Belo Horizonte novamente. Ainda deu tempo de conhecer o Memorial de Minas Gerais, museu muito bacana mantido pela Vale do Rio Doce, fazer um lanche no Café com Letras e passear mais um pouco pela região da(o?) Savassi. Dia 4 de manhã visitamos a Pampulha e de lá fomos para o Aeroporto voar de volta para Curitiba.

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Sobre Inhotim: que lugar mágico! O Parque é todo muito bonito, nessa época do ano a natureza fica deslumbrante, o verde fica muito verde… mas andar no calor é tenso! No dia do meu aniversário, acordamos cedo e chegamos lá pra pegar o instituto abrindo, às 9h da manhã. Valeu a pena porque meio dia começou a esquentar muito e a tarde ficou complicado… Almoçamos no Restaurante Oiticica, que tem um ambiente lindo (demais!) e uma comida super boa, fresquinha, e é por quilo.

Eu e o Rafael optamos por não pegar os carrinhos de transporte nesse dia e fizemos um bom pedaço andando, inclusive com todas aquelas subidas. Meus pais e meu irmão usaram os carrinhos e foram bem mais rápidos que a gente, rs. Voltamos lá no dia 3 e dessa vez fizemos o resto do roteiro com o transporte mesmo. Almoçamos no Tamboril (que cobra por pessoa) e pegamos a estrada (dessa vez mais rápida) pra BH!

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Acredito que em 2 dias, com calma, dá pra fazer visitar todas as galerias de Inhotim tranquilamente. Acho que em um dia ficar super corrido, mesmo com o transporte. Eu preferia ter tido tempo pra fazer tudo andando, mas a outra metade do nosso grupo tinha mais “pressa”. Eu e o Rafael curtimos muito as obras mais “sonoras” expostas (que precisam de tempo para serem apreciadas =D), e essas ao ar-livre, apesar do calor. Poderíamos ter viajado todos os dias de BH para Inhotim, mas ficar em Brumadinho ajuda bastante (chegar cedinho lá e sem nenhum estresse de pegar estrada é bem bacana).

Além de ser um lugar ótimo pra descansar a vista do olhar cansado da cidade e descobrir coisas novas, Inhotim tem uma loja de souvenirs (muito) fofa, lanchonetes, restaurantes e uma infraestrutura super digna. Vale muito a pena conhecer. Voltamos pra casa morrendo de vontade de conseguir viajar mais esse ano… como já desabafei aqui, 2013 foi um ano complicado! E quem sabe, um dia desses, dar outro pulo em BH pra fazer o que faltou do roteiro já que por conta do fim do ano muita coisa estava fechada.

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