Outfit: Sobre as minhas inseguranças

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Estava arrumando o HD antigo do computador outro dia e achei uma porção de fotos legais batidas para o blog no segundo semestre do ano passado que acabei não publicando.

Essa fase do aparelho ortodôntico tem sido complicada, não consigo me sentir à vontade com esse treco na boca e sempre acho minhas expressões estranhíssimas nas fotos. Tento me lembrar o tempo todo que é temporário, e que cedo ou tarde vai chegar o dia de tirar isso e eu não vou me arrepender nem um pouco depois (nunca me arrependi das outras vezes que usei). Na verdade, já dá pra perceber boas mudanças nos meus dentes. De outubro, quando essas fotos foram tiradas, até aqui, a arcada inferior evoluiu bastante e está bem mais redondinha e até começamos a trabalhar no encaixe das duas… mas só quem já fez esse tipo de tratamento, que não é só alinhar e arrumar dentes tortos mas mexer em toda a mordida, sabe o quanto demora, e que o resultado só aparece mesmo depois que você descola os brackets. Minha boca é bem pequena e não tem nem espaço pra eles direito. :p

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O legal dessas fotos é que elas também são da época que eu estava começando no pilates de aparelhos, depois de um looongo período sedentária. Sei que a blusa não ajudou muito, mas é bom notar que meus braços estão bem mais durinhos atualmente, rs! Pilates não emagrece, mas ajuda a definir bastante o corpo e melhora horrores a postura se você tiver disciplina e focar nos exercícios. Nunca fui tão apaixonada por qualquer atividade física como sou pelos aparelhos e molas! Fico quebrada depois de cada sessão, mas continuo amando e voltando toda semana pra tortura!

De qualquer maneira, tô longe, beeem longe de ser uma dessas bloggers magrelas e fotogênicas. Não que eu me esforce muito pra isso… mas também não é fácil lidar com a mistura de sentimentos que essa exposição voluntária gera. Nem sempre eu gosto dos meus looks. Esse das fotos, por exemplo, tá bem longe de ser um dos favoritos, e nem meu cabelo tava no melhor dos dias. Mas acho que todo mundo passa por isso, no fim das contas, né?

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Não lembro exatamente o que me fez combinar as peças desse jeito, mas tava usando horrores esse jeans da Zara com cintura alta na época e acho que tentei sair um pouco do meu óbvio combinando com a blusa estampada e o cinto vermelho, mas como já falei, não achei que rolou tão bem assim. Essa slipper tá meio deslocada no look pra completar, rs.

Mas sabe, pelo menos eu tentei. Abandonei as fotos numa pastinha no computador na época, mas tô aqui postando essa reflexão que não é cheia de autoconfiança, muito pelo contrário, mas é bem honesta. Quando eu comecei a bloggar, bastante tempo atrás as coisas eram bem mais amadoras, e era mais fácil se sentir à vontade pra postar o que desse na telha por aqui. Tanto que tem muitos looks ruins nos arquivos!

Daí várias blogueiras se profissionalizaram e começaram a ganhar dinheiro, roupas, maquiagem, tratamentos de beleza e equipamentos fotográficos mega profissionais! E quem não vive disso, como faz? Porque muitas vezes eu sinto que as meninas que me inspiraram a fazer um blog pra falar de moda, maquiagem e outras coisas de mulherzinha ficaram super longe da minha realidade de uns anos pra cá. Elas viajam muito mais do que qualquer pessoa normal (mesmo quem ganha bem ainda depende das férias do trabalho pra isso!), vivem pra “se cuidar”, afinal a aparência é muito importante nesse meio e podem levar todo esse glamour super a sério.

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Eu não sou profissional, jamais me identificaria como blogueira em qualquer situação, mas também quero ter fotos legais e looks bacanas, só que preciso trabalhar e pagar as zilhões de contas da casa. Uma bolsa “de grife” simplesmente não entra no meu orçamento, não importa o esforço que eu faça. Já o aluguel, condomínio, financiamento do carro, colchão, jogo de panelas, etc… adivinha? Eu não tenho tempo nem dinheiro pra ficar indo no salão arrumar o cabelo. Pinto o meu eu mesma, em casa, desde que me conheço por gente. Até cheguei a usar um flash do Rafael em algumas fotos por um tempo, que não era pra minha câmera e que (provavelmente) queimou por causa disso. Tenho uma lente boa, mas a câmera que eu uso é de uma geração antiga… e no fim das contas, o Laços e Tachas é só um hobby mesmo.

Então as fotos e os looks vão continuar vida real e amadoras, já que é isso o que tem pra hoje, e eu vou continuar tendo que aprender a lidar com a certeza de que as coisas nem sempre são do jeito que eu queria que fossem.

Outfit: Black me Out

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Outro dia estava navegando aleatoriamente na internet e esbarrei umas 3 ou 4 vezes com o termo “normcore“. Sem entender direito o que ele queria dizer, fui dar uma googlada básica e rapidamente descobri que o normcore é a tendência “anti-fashion” do momento.

Assim como o minimalismo que marcou a segunda metade dos anos 90, o normcore é uma contestação de toda aquela invasão de estampas, releituras e ícones da moda que a gente viu aos montes nesses últimos anos. Ao invés de peças estampadas, rendadas, brilhosas, com babados, transparências e todo tipo de (excesso de) informação, a ideia é que as roupas venham limpas e com uma modelagem bem “anti-marcas”.

O normcore quer ficar longe das passarelas e das tendências, e não dá muita bola praquele conceito de “se expressar por meio do vestuário”. A ideia é exatamente não se destacar no meio da multidão, rs. Não vou me aprofundar muito sobre isso, mas tem uns textos bem legais explicando a tal da anti-tendência no Google (vale a pesquisa =p) e essa conta bem legal no Instagram com looks de streetstyle normcore.

Tô escrevendo sobre isso porque desde o inverno passado, quando ainda nem se falava do termo, vejo itens mais práticos invadindo o meu guarda-roupa. Passei boa parte do inverno rigoroso usando moletons – daqueles bem quentinhos e meio genéricos comprados na Decathlon – pra trabalhar e outras atividades do dia a dia, e o verão com regatas super básicas em preto, branco ou cinza.

Ultimamente, ando super numa vibe all black&grey e quase não tenho usado acessórios. Mesmo sabendo que nem eu vou conseguir lidar com essa anti-tendência por muito tempo, fico felizinha de ver que tá rolando todo um questionamento contra todos os excessos por aí!

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E no fim das contas, esse look tem uma cara levemente normcore na camiseta cinza de malha mescla da Renner, combinada com jeans liso e básico (da Zara) e nos detalhes em preto (jaqueta, bota e cinto), né? Quando sai pra fotografar, queria muito muito registrar um look com essa botinha/coturno da Zara, que é minha paixão do momento! O salto grosso faz com que ela seja super confortável , e eu queria muito uma bota com salto grosso e cano mais justinho pra usar bem assim, com jeans! Adorei que encontrei essa versão com cadarço, tô completamente apaixonada e não quero mais sair de casa sem ela! De longe minha peça favorita de toda a temporada! Amei tanto que tô com medo de usar e estragar.

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A jaqueta de couro fake é da coleção da Maria Filó para a C&A de uns 400 anos atrás (continuarei amando e usando até ela pedir aposentadoria) e o óculos estampadinho p&b foi um achado da liquidação de verão da Zarinha.

A música que inspirou o título desse post: [youtube http://www.youtube.com/watch?v=t5Qx2PNfSp4]

Cinema & TV: 13 Filmes e um Seriado (em um mês!)

Pra quem ainda não sabe, estou desde meados de fevereiro em casa, já que a empresa na qual eu trabalhava decidiu encerrar as operações em Curitiba e me convidou para fazer o que eu fazia por aqui lá em São Paulo. Como nem cogitei essa possibilidade, fui demitida!

Mas calma que isso não foi tão doloroso assim, tanto que até passei uma semana por lá treinando a equipe e tudo. Admito que gosto de passear em São Paulo, mas estar lá me deixa completamente overwhelmed. Não sei lidar muito bem com todo aquele excesso de informação, fico esgotada, cansada mesmo. Imagina morar (e trabalhar!) naquela selva? Conheço bem os meus limites.

Aproveitei essa parada forçada pra fazer algo que eu queria há algum tempo e tirei um mini período sabático (existem coisas que só rescisões trabalhistas fazem por você). Está sendo muito bom ficar sossegada por aqui repensando as coisas, tava precisando esvaziar a cabeça pra me sentir “inspirada” de novo.

Tenho aproveitado para cozinhar, ficar mais tempo com o marido e assistir filmes e seriados, coisas que eu quase não dava conta de fazer enquanto estava afundada em jobs. Como observou o Rafael outro dia, acho que vimos mais filmes esse mês do que no ano passado inteiro!

Claro que nessas horas, de muito tempo e pouco dinheiro, só o Torrent salva. Resolvi fazer uma mini lista do que tenho assistido, não vou ficar resenhando nada, esse post é só pra registrar minhas impressões mesmo! Vem comigo. 😉

august_12years

Já compartilhei com vocês que sofro de um mal chamado Bennedict Cumberbatch? É tudo culpa do Sherlock! E do Tumblr, já que praqueles lados da internet Ben é o rei! Depois da terceira temporada fiquei tendo crises de abstinência, que me fizeram correr pra baixar dois dos melhores filmes da temporada (ele está em ambos!): August Osage County e o ganhador do Oscar (super merecido!) desse ano, 12 Years a Slave.

wolf_hustle_dallas
Falando em Oscar, também me diverti bastante com o Wolf of Wall Street e o American Hustle (o que é a Amy Adams nesse filme?), e me emocionei horrores com o Dallas Buyers Club! Mais dois prêmios super merecidos, aliás, já que Jared e Matthew estão inacreditáveis.

her_frozen
Também adorei o Her, Joaquim Phoenix é ótimo e a história é mega legal, especialmente pra quem curte as piras do Gondry/Spike Jonze/Charlie Kaufmann (rola colocar eles todos no mesmo saco?) e carreguei o Rafael comigo pra cinema pra assistir Frozen naquela semana do calorão, hahaha! Valeu super a pena pelo ar-condicionado (mentira, a gente amou e se divertiu com a melhor animação da Disney em muito tempo).

rush_adangerousmethodVoltando pros filmes baseados em fatos reais, curti o Rush (sobre a temporada da Fórmula 1 de 76, famosa pela rivalidade entre o James Hunt e o Nicki Lauda, especialmente divertido pra quem cresceu assistindo F1 nos domingos de manhã, além de ser super bem feito) e A Dangerous Method, que é mais antigo (2011) e eu ainda não tinha visto. Esse filme também tem o Fassbender (que tá no 12 Years a Slave) e conta um pouco sobre a relação do Jung com o Freud e o nascimento da psicanálise.

maisie_llewyn
Falando em atraso, a gente viu o Prometheus e o The Wolverine esses dias! Gosto muito ficção científica e filmes de HQ, mas esses tinham ficado pra trás na sequência do ano passado. Como terão continuações, não queria deixar passar! E ó o Fassbender aí de novo. 😉

Pra completar a lista, dois filmes novaiorquinos, “musicais” (não são musicais mas tem músicos como protagonistas da história) e melancólicos. What Maisie Knew mostra um pouco do mundo da Maisie, essa menininha fofa interpretada pela fantástica Onata Aprille,  filha de um casal disfuncional – uma rockstar (personagem da Julianne Moore) e um dono de galeria de arte. Os dois vivem em pé de guerra e acabam usando a pequena como moeda de troca. Se eu contar mais do que isso vira spoiler. =p O outro filme é o Inside Llewyn Davis, filme dos irmãos Cohen sobre um músico fracassado na cena folk dos anos 60. Não é fantástico mas é um bom passatempo!

truedetective
E já que eu tava embalada, assisti True Detective também! Essa primeira temporada da série foi f*da, o Matthew mais uma vez está ótimo, arrisco dizer até que melhor do que no filme que deu o Oscar pra ele! E posso estar viajando, mas o Rustin Cohle lembra (de longe, é verdade) dois dos meus personagens favoritos de seriados, o Don Drapper de Mad Men e o Sherlock, claro, rs! Aliás, o season finale não poderia ter sido mais Sherlock! 😉