TV: Mad Men – The best things in life are free

Essa não é a primeira vez, e certamente não será a última que escrevo sobre o meu amor por Mad Men. Minha relação com a série começou no período que passei em Nova York em 2010, quando uma das professoras da Kaplan falou da série em uma aula, mas só virou amor de verdade depois que assisti a segunda, terceira, quarta e quinta temporadas em sequência no Netflix.

Para acompanhar a sexta, precisei apelar pro Torrent e assisti quase em real-time, de olho nas discussões sobre os episódios em fóruns e blogs. A partir desse momento, esse amor virou um caminho sem volta. Sou muito apegada aos personagens, passo raiva, fico feliz, choro nos momentos mais emocionantes, amo os figurinos, cenários… enfim. Sem palavras pra descrever o sentimento de saber que está acabando!

A sétima e última temporada foi dividida em duas partes, de 7 episódios cada, e ontem foi o fim da primeira. Ano que vem teremos os últimos 7, e daí… nunca mais Don Draper, Roger Sterling, Peggy Olson, Joan Harris, Pete Campbell, Betty e Sally.

De presente, ganhamos uma mid-season linda linda (acompanhei um pedaço por Torrent e o resto pelo HBO Go).

Provavelmente só os fãs irão enxergar essa beleza, já poucas séries são mais ame ou odeie que Mad Men. Quem não gosta, curte criticar o pano de fundo (uma agência de publicidade nos anos 50 e 60 – eu amo) e o fato de que nada nunca acontece na história. O ritmo dos episódios é bem arrastado, mas a personalidade dos personagens é super bem construída e evolui ao longo da série de uma maneira bem bacana (acho que a exceção é a Megan), enquanto muitos dos dramas ficam subentendidos.

Sabe como a mid-season acabou? Não vou soltar spoilers, mas chorei muito com as cenas do homem pisando na lua, cresci ouvindo meus pais contarem como foi esse momento na época por aqui (em 69 minha mãe tinha 14 anos, meu pai 10), e achei mágico imaginar as pessoas reunidas em todo o planeta assistindo pela televisão.

Depois disso, alguns desdobramentos importantes de gancho para o resto da temporada e mais uma cena de chorar. Tem como não amar o Bert cantando nessa cena?

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=FKgPTkIulEI?rel=0]

Eu deveria ficar triste com o fim, mas fiquei tão emocionada com o episódio que só consigo ficar grata por assistir isso! O Robert Morse, que faz o Bert, é um ator super reconhecido na Broadway… homenagem perfeita, digna de final de temporada. Não poderia esperar mais.

Obrigada Matthew Weiner. Nos vemos de novo ano que vem.

Outfit: Uma tarde gelada em abril

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Como tá difícil encontrar um tempinho pra ajeitar tudo aqui! Achei que a minha vida ficaria mais tranquila depois que deixasse de ter um emprego fixo e não precisasse mais ir para o escritório todo dia, mas as últimas semanas foram bem tumultuadas… vamos ver se daqui pra frente elas finalmente se ajeitam.

Tô fazendo um freela interestadual e por conta disso as viagens ficaram mais frequentes e os dias mais cheios. E só pra deixar bem claro, não tô reclamando! Mas ainda estamos organizando a rotina e nos adaptando ao novo ritmo, e isso demanda tempo. Cada post publicado é uma aventura pra testar o layout, o tamanho de parágrafo e das imagens. Quero muito deixar o Ap21G com a nossa cara (e já que estamos falando dele, finalmente temos uma diarista bacana pra ajudar a colocar ordem na casa (física)! Calculem minha felicidade… <3).

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Mas vamos aos post! Como é engraçado rever essas fotos batidas em abril, no primeiro frio oficial do ano, em pleno um domingo que amanheceu com temperaturas de um dígito! No dia, eu tava com uma preguiça imensa de sair, mas o Rafael insistiu me chamando pra dar uma voltinha pra aproveitar o sol. No fim das contas nem preciso dizer o quanto adorei as fotos, né?

Esse foi mais um look quase normcore por conta do Adidas Superstar branco com dourado que deve ter uns 300 anos já! Aliás, fica aqui o meu manifesto: tava muito afim de comprar outro, mas andei pesquisando e não curti nenhuma das cores que tão vendendo agora. Não sou muito fã de tênis estampados nem coloridões, então cadê o todo preto só com as listras brancas? Ou o branco com pink? Na verdade eu iria ficar bem feliz se encontrasse os modelos de camurça clássicos por aí, como esse marinho ou esse cinza MARAVILINDO com as listras prateadas que já virou meu favorito (o primeiro que tive era assim, mas feito de lona, não camurça, e com a frente branca!). Acorda Adidas! Nem só com parcerias tropicais se conquistam os fãs de vocês! 😉

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E falando em cores e estampas, apesar da modinha tropical (quase todo lugar que vou tem alguém vestindo essa coleção, haha) continuo repetindo roupas e vestindo muito preto e cinza!

Tenho certeza que todas as peças do post já apareceram antes no Laços e Tachas, meu blog antigo (que o Rafael ainda tá devendo ajuda pra subir os arquivos), mas lá vai: calça com textura barroca da Zara; segunda pele branca, gorro tipo “boina” e echarpe caramelo da Renner; blusão mesclado da C&A (esse comprei quando morava em Londrina ainda, calculem a idade!) e casaco preto quentinho meio genérico de inverno, comprado numa lojinha no Shopping Total uns 2 invernos atrás. Ah, o óculos também é da Renner (meu novo favorito!) e a bolsa é a de (quase) sempre da Adô Atelier.

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Fotos batidas pelo Rafael nas ruas do Alto da XV, usando uma Canon T2i com lentes 50mm e 85mm (ainda vou fazer um post mostrando esses equipamentos, qualquer hora…) e editadas por mim no aplicativo Afterlight para iPad (o Mini 1st gen, no caso!).

Beauté: Os Gadgets Capilares da Nay

Enquanto o Rafael não arranja tempo pra me ajudar com a migração dos posts do Laços e Tachas para cá, vou tentar aproveitar a vontade de escrever no blog novo pra fazer alguns posts que estão na minha “pauta” faz um tempinho mas nunca saíram do papel e começar isso aqui de vez, mesmo sem os esperados posts de decor que já me pediram… calma que um dia eles chegam! =)

cabelos3_secadores Embora o item mais antigo desse post seja esse secador de cabelos da Taiff, faz um bom tempo que a minha coleção de gadgets capilares começou. Mais exatamente aos 16 anos, quando ganhei minha primeira chapinha de aniversário!

Novidade no mercado, era um dos itens mais cobiçados pelas meninas e garantia aquele desejado cabelo mega chapado, especialmente pra quem os fios são naturalmente ondulados e rebeldes como os meus. Ainda não tinha meu próprio secador e ficava bem contente com o da minha mãe, só fui comprar um de verdade quando sai de casa pra morar fora (era tão vagabundo que não durou 6 meses).

Atualmente tenho esses dois da foto: o grandão da Taiff, que tem uns 7 anos e me acompanhou em todas as mudanças dos últimos anos, embora só funcione do Paraná pra cima por ser 110V, e o bivolt portátil da Britânia, que tem quebrado um bom galho quando preciso de espaço na mala.

cabelos1_secador_britania Não se iludam com os 1200W prometidos pelo mini secador, tenho certeza que ele só alcança essa potência quando está no 220V. Mesmo assim, como falei, quebra um bom galho! Tem duas velocidades, mas nenhuma frescura como jato frio e essas coisas.

cabelos2_secador_taif Já o maior é realmente potente e dá conta do meu cabelo que tem os fios bem finos, mesmo quando ele tá mais comprido como agora. Uso quase todo dia desde que comprei, ou seja, tem uma durabilidade excelente, mesmo com esse fio aparente aí. Já ficou um bom tempo morando no banheiro, convivendo com umidade e caiu muitas vezes no chão por acidente.

Considero esse modelo um ótimo investimento pra quem quer um secador mais em conta mas bem potente. Vende até hoje na Americanas.com, como dá pra ver aqui com todas as especificações aqui. Não é tão pesado, tem 6 combinações de temperatura e velocidade, ións que selam as cutículas, jato de ar frio e todas essas coisinhas que juram que ajuda a proteger o cabelo e fazer as escovas durarem mais.

Admito que sou louca pra dar um upgrade nele e adquirir um Parlux, que dizem por aí ser bem mais moderno, leve e potente, mas ainda não criei coragem de investir o tanto que custa esse treco, mesmo com a possibilidade de parcelar em 12x, especialmente enquanto o meu velho de guerra ainda funcionar. Quem sabe um dia…

cabelos11_modeladores_conair_arnoSaindo dos itens básicos e indo pros “avançados”, essa primeira chapinha que falei – que em Santa Catarina a gente chamava de “prancha” – ainda existe e fica lá na casa dos meus pais como backup, mas como qualquer item de primeira geração, demora horrores pra esquentar e tem as placas (parte que fica em contato com o cabelo) de metal, o que estraga bastante o dito juto, além de não ter termostato. Usei ela muito tempo até comprar uma bem provisória mais estreita (pro meu cabelo mais curto) de uma marca xing-ling qualquer. Acabei de me dar conta que nem sei onde essa provisória foi parar, rs.

cabelos6_chapinha_arno_pente cabelos7_chapinha_arno_termostato De qualquer maneira, há uns dois anos tomei vergonha na cara e comprei essa da Arno, que tem um pentinho que promete alisar ainda mais o cabelo, placa de titânio revestida com cerâmica e termostato! Dei uma olhada no site da Arno e acho que nem vendem mais esse modelo, mas ele se chama Turbo Liss e tem temperatura de até 230°c (que eu nunca usei porque tenho medo de estragar o cabelo), além de ser bivolt.

Na época que comprei, fui pela mesma lógica de durabilidade do meu secador bom, imaginando que seria uma solução mais definitiva do que todos os modelos provisórios que tive antes. Gosto e uso bastante, especialmente pra ajeitar a franja (agora que ela está maior) e na parte de trás do cabelo, onde não consigo alisar só com o secador. Na foto, os dentes do pente estão meio sujos de protetor térmico (vou fazer um post falando deles qualquer dia desses), é meio chato ter que limpar de vez enquanto mas esse detalhe ajuda a deixar as pontas menos espigadas, problema comum em chapas completamente lisas.

cabelos10_minis_estojoAlém da chapinha e do babyliss da Arno (calma que já falo dele!), tenho dois gadgets capilares versão travel da Conair que trouxe de Nova York em 2010. Lembro que paguei uns U$10 em cada um em um outlet, e como eu tinha aquela xing ling mais estreita mas ainda “full size” e a grandona de primeira geração (que é enorme!) e nenhum modelador de cachos, achei  bem interessantes ter a versão de bolsa deles! A minha chapinha parece ser essa aqui e o mini baby liss é esse.

cabelos8_minis_tomadas cabelos9_minis_tomadaCom excessão dessa tomada americana chatinha (sempre preciso ter um adaptador junto), no fim das contas eles são bem práticos. Vieram até com essas bolsinhas aí da foto pra carregar. Usei bastante a chapinha pra ajeitar a franja quando ela tava mais curta, mas o babyliss sempre ficou de lado pela minha inexperiência (e pelo comprimento não muito amigo do meu cabelo nos últimos anos).

Por mais que eu achasse lindo os cabelos volumosos e ondulados das blogueiras, não conseguia me ver aderindo a essa tendência, sabe como? Meus fios naturais tendem a ser ondulados e rebeldes, mas, apesar de não ser adepta de escovas permanentes, também não conseguia assumí-los assim. Geralmente secava fazendo uma escova bem modelada, pra deixá-los mais comportados, até porque eles me odeiam, haha. Sério, meu cabelo quando seca ao ar-livre cacheia muito por baixo, mas fica escorrido e sem forma nenhuma por cima, não importa o corte… alguém explica?

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Depois de ver um monte de tutoriais das blogueiras por aí (Julia Petit, Camila Coutinho e Lu Ferreira, muito obrigada pelas dicas), resolvi tentar de novo e consegui dar uma ajeitada bem bacana na situação, usando o mini babyliss pra fazer uns cachos nessa parte mais indefinida do meu cabelo sem precisar enrolar nem alisar ele inteiro (e secando bem mais de boa com o secador).

O comprimento atual foi essencial, e tudo deu tão certo que me empolguei pra comprar um modelo mais “profissional” de babyliss pra completar a coleção, já que o mini, além de ser bem pequeno (não dá pra enrolar o cabelo inteiro direito por cima) também não tem termostato e todos esses frufus. Claro que pesquisei bastante antes, inclusive cogitando o tal do Miracurl (a prancha dessa geração), mas logo conclui que não era pra tanto.

Como já gostava da minha chapinha da Arno, escolhi esse modelo “cônico”, chamado  oficialmente “Modelador Arno Professional Beauty Conic Style“, que apesar de ser um pouco mais estreito que o meu mini, dizem funcionar super bem pra fazer os cachos “bagunçadinhos” que eu quero. Comprei na Americanas.com, chegou ontem, já usei e tô apaixonada pelo resultado, pensando até em como vivi tanto tempo sem ele.

Sei que ninguém precisa de tantas tralhas pra viver, apesar do secador, pelo menos aqui em Curitiba, ser essencial (ninguém merece sair com o cabelo molhado no frio gelado do inverno)! Já pra quem curte e se diverte variando o penteado e o estilo do cabelo, são coisas bem legais de ter em casa, carregar na mala e eventualmente compartilhar com as amigas. A minha justificativa pra comprá-los inclui também aprender a me virar sozinha (com a prática!) e dispensar o salão nos eventos sociais, sabe? Quero muito ser autosuficiente. 😉

Ouvindo no repeat: Tigers Jaw

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Fazia um tempão aqui em casa que eu e o Rafael não ficávamos tão empolgados com uma banda “nova”. Escrevo “nova” já que quase tudo que escutamos são bandas do final dos anos 90 e começo dos 2000. Até que um dia desses, lendo aleatoriamente uma entrevista com uma modelo new face num desses sites gringos de tendência, ela citou que curtia bandas de hardcore que eu nunca tinha ouvido falar.

Achei curioso ouvir uma menina de 16 anos (que nasceu em 1998?) falando que curtia hardcore, até porque não faz muito menos que isso que comecei a ir em shows (2001) e resolvi dar uma chance pra duas bandas que ela citou: The Story So Far e Tigers Jaw.

E olha, achei bem legais! Tanto o Tigers Jaw quando o The Story So Far são bandas formadas por uma galera bem mais nova do que eu, como dá pra ver na foto do post, na segunda metade da década passada, mas que lembram um pouco coisas que gosto muito. Especialmente o Tigers Jaw, que logo de cara me recorda de Cap’n Jazz, Commander Venus e Get Up Kids (pelos tecladinhos), bandas que adoro! Fiquei empolgada pela descoberta de que essa sonoridade está “renascendo” entre os adolescentes de hoje em dia, rs. Apresentei pro Rafael e ele também curtiu bastante, agora a gente fica cantarolando as músicas pela casa.

Os vídeos de show do Tigers Jaw que vi no YouTube são tão legais que achei que valia a pena escrever meu post oficial de estreia aqui só pra postar eles. Dá muita vontade de ir em um show, e fazia muito tempo que uma banda nova não me dava isso!

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=0-wmnbfNdN0?rel=0]
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Bn_u4YCts4I?rel=0]

P.s.: Já li por aí que o Tigers Jaw já acabou e voltou (pela metade, com 3 membros a menos) nesse meio tempo antes de descobrirmos a banda, mas achei pouca coisa falando deles em Português / no Brasil. Pra quem se interessou, o meu disco favorito por enquanto é o estréia mesmo, lançado em 2010 que dá pra escutar no Rdio! Esse ano tem álbum novo a caminho, o primeiro full lenght com a formação nova, vamos ver no que dá. xD