Lugares: O Melhor Café de Curitiba

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Tenho uns mil e quinhentos posts nos drafts pra terminar, mas nem vou comentar porque vocês já sabem que não dou conta, né?

Juro que a ideia é postar pelo menos uma vez por dia (tenho inspiração suficiente pra isso), e não uma vez por semana, mas entre escolher e editar as fotos e escrever os posts perco um bom tempo, e eu ainda trabalho (bastante nos últimos tempos), cuido da casa, brinco com o Leopoldo, passo um tempo com o namorado, faço pilates 2x por semana, viajo pra trabalhar, viajo pra visitar os meus pais (ou seja, vivo fazendo e desfazendo malas!) e até curto umas horinhas sem fazer absolutamente nada. E não, não vou abrir mão de dormir pra fazer nada disso. =p

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De qualquer maneira, essa é uma daquelas dicas que adoro compartilhar por aqui! O Barista Café abriu esse ano no Juvevê – 15 minutos andando de casa – num lugar bem escondido – e no último mês ir até ali virou um ótimo motivo pra sair, dar uma caminhada e arejar a cabeça durante o dia. A gente demorou pra descobrir, mas virou cliente frequente, e vale muito a pena conhecer!

Não bastasse o lugar super super desencanado e charmoso e os preços ótimos pra visitantes frequentes, ainda tem o melhor café da cidade. De verdade. E só isso. De vez enquanto tem um bolo vendido aos pedaços ou docinhos, mas não vá lá esperando isso.

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O Barista é premiado e tem reconhecimento nacional. Se você pesquisar um pouco no Google ou até no Trip Advisor vai achar um monte de coisas por aí sobre o tal do Barista – o Leo Moço, mas admito que nada disso faria a menor diferença pra mim, se o lugar não fosse isso daí que vocês vêem nas fotos e o café que eu tomo lá não deixasse um gostinho bom na boca, que dá vontade de voltar todo dia!

Curitiba tem várias cafeterias boas e famosas, como o Lucca, o Rause e a Santo Grão no Batel (totalmente fora de mão pra mim =p), e o Café do Mercado (além desses, o capuccino docinho da Goodies também entra na minha lista), que eu conheço e gosto, mas não sou exatamente fã nem cliente frequente.

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Na sequência das fotos de café do post, tem um Clover lá no começo (feito numa máquina diferentona, mix de french press com coado – que pelo que pesquisei, eles são a única cafeteria que tem no Brasil), que vale muito a pena provar, o mocha do Rafael e o meu capuccino maravilhoso.

Barista Coffe Bar
Rua Moyses Marcondes 357
Curitiba, Brazil

Se você ama café, não deixe de visitar! <3

Gato: #LeopoldoFacts 2

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Prontos pra mais uma sequência de fatos do Leopoldo, o gatinho bicolor que eu e o Rafael adotamos? Ele chegou no Ap dia 18 de julho, mais de 2 meses atrás… Mesmo assim, o único post sobre ele foi publicado no dia 5 de agosto, ou seja temos muitas histórias (e fotos!) pra compartilhar dos últimos 45 dias dessa aventura!

Vou continuar a lista que comecei no primeiro post, ok?

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#18 A Primeira Doença
Duas semanas depois da primeira vacina, super tranquila, acabamos tendo que voltar com o Leopoldo no veterinário, dessa vez numa emergência.

Comecei a perceber que ele tava estranho no domingo à tarde: capotou na cama e tava levemente quentinho e meio amuado. Achamos que só estava cansado, mas daí ele recusou comida. Na segunda-feira, ficou muito mais quente, tremendo, e desconfiei que era febre! Corremos pra clínica e não deu outra. Ah, ele tava espirrando também. Comentei com a veterinária e ela deu o diagnóstico: gripe felina!

Uma injeção de antitérmico depois, voltamos pra casa com o pequeno e dois suplementos vitamínicos. A febre baixou, o bicho correu, pulou, comeu. E a febre voltou. Parece que essas coisas são normais em filhote, e sim, o Leopoldo ainda é um bebê-gatinho.

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#19 Hemograma
Na terça-feira, ele voltou no veterinário pra tirar sangue e fazer um hemograma. Tomou mais uma injeção de antitérmico, continuou nos suplementos, e foi melhorando – o apetite tava meio chato mas uns dias depois voltou ao normal. Nós ficamos com o coração na mão mais uma vez de ver o gato doente, mas pelo menos ele melhorou e não deu nada no hemograma.

#20 Arranhador?!?
Logo ele estava comendo e correndo de novo e pior, resolveu arranhar o box baú caro da minha melhor cama do mundo. Sempre que ele faz isso, coloco pra fora, mas não sei se vai funcionar pra ele parar.

#21 Banho de Sol
Ele adora tomar banho de sol na janela do quarto e na cama – nessa época do ano, o único lugar que bate sol diretamente é o quarto, e é ali que ele faz questão de ficar. Inclusive pedindo pra gente abrir as cortinas de manhã.

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#22 Brinquedos Caros
Compramos dois brinquedos importados caros – uma vareta com uma cordinha e um rato de brinquedo na ponta, que faz um barulho de rato de verdade, e uma bolinha com um ratinho dentro, com o mesmo barulho. A vareta ele curtiu um monte, brincou e pulou até cansar. A bolinha ele ignorou completamente.

#23 Elásticos de Cabelo
Atualmente, o brinquedo favorito dele são mesmo os meus elásticos de cabelo. Ele encontra eles pela casa, joga no chão e fica horas esticando, pulando, puxando, correndo com eles na boca pra lá e pra cá. Sim, a gente compra brinquedos caros, os ratinhos continuam espalhados pela casa, mas ele só quer saber mesmo dos elásticos de cabelo.

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#24 Graminha de Gato
Além dos elásticos, outra coisa que ele curtiu muito foi esse vaso com graminha de gato – compramos as sementes, plantamos e cresceu super rápido! Dizem que faz bem pro sistema digestivo dos bichinhos.

#25 Varanda
Ah, também terminaram a reforma do telhado do prédio e conseguimos colocar a tela de proteção, super necessária pra quem faz questão de manter os gatinhos seguros em casa, então agora ele tem acesso liberado pra varanda e passa horas ali olhando os passarinhos  no telhado!

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#26 Hábitos
Se a gente fica muito tempo fora de casa, percebemos que ele fica a maior parte do tempo dormindo. Se antes ele se escondia embaixo dos móveis, agora faz questão de dormir em cima do sofá, olhando pra porta.

Se estamos em casa, ele faz força pra ficar acordado e fazendo companhia pra gente. Quem diria que gatos poderiam ser tão companheiros? Eu não sabia e me surpreendo a cada dia com as demonstrações de carinho!

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#27 Coleira
A gente bem que tentou, mas ele não aceitou usar coleira de jeito nenhum…  então deixamos assim mesmo. Já que ele não tem acesso à rua e fica bem tranquilo em casa, não é tão necessário.

#28 YouTube
No YouTube tem um monte de vídeos feitos especialmente pra gatos – é só procurar lá que tem vários tipos.  Já testamos muitos, e embora ele fique bastante entretido nos que tem passarinhos, não tá nem aí pros de aquários, esquilos e outros bichos.

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#29 Vacinas
Semana passada voltou pro veterinário pra tomar o segundo reforço das vacinas. Estamos esperando a terceira rodada e a anti-rábica pra agendar a castração. Embora tecnicamente ele já possa ser castrado, a veterinária sugeriu esperar um pouco pra ele “amadurecer” – e evitar problemas urinários no futuro. Como não temos problemas de xixi fora da caixa  e ele realmente não tem acesso a rua nem convive com outros gatos, podemos esperar mais um pouco.

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#30 Durapet Bowl
Além dos brinquedos caros, compramos esses potinhos pra ração e água na Rei dos Animais. Eles também não foram baratos, mas o Leopoldo estava usando uns provisórios bem pequenos e está visivelmente crescendo, então precisávamos de modelos que coubessem mais ração. Esses são de aço inox, tem o fundo emborrachado e o quadrado, que usamos pra ração, tem uma das bordas mais baixinhas! Como são pesadinhos, evitam que ele vire enquanto brinca. Usamos o redondo mais fundo pra água – ele toma bastante – o quadrado pra ração seca e o redondo menor e mais baixinho pro sachet de ração.

#31 Alimentação
Conseguimos chegar num equilíbrio bem bacana pra alimentação dele: deixamos a ração seca sempre disponível pra comer quando tiver fome, e todo dia no mesmo horário servimos meio sachet da Royal Canin pra filhotes (Kitten Instinctive). Guardamos a outra metade num potinho na geladeira pra servir no dia seguinte, e tem dado super certo por enquanto.

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#32 Garras
Ontem eu consegui, pela primeira vez, cortar as unhas do gato! A veterinária tinha cortado na primeira visita, a gente comprou uma tesoura específica pra isso mas ele nunca deixava alguém mexer. Ontem enquanto ele dormia, consegui finalmente dar um jeito…

#33 Bagunça
Gatos dormem um monte. E são tranquilos boa parte do tempo também, mas volta e meia o Leopoldo fica agitado – parece um Gremlin alimentado depois da meia noite. Corre, pula, arranha, eriça os pêlos e fica andando de ladinho ou nas duas patas da frente, ou dando uns pulos. Eu acho bem engraçado, mas tem dias que meio que enche o saco, porque ele geralmente entra nesse modo depois da meia noite ou às 6h da manhã. E sim, a gente desistiu de tentar deixar ele dormindo sozinho sala faz um tempinho já… Então ele fica pulando na cama até eu ou o Rafael colocarmos ele pra fora.

#34 Cone
O Leopoldo também tem um arranhador! Compramos um cone e forramos ele com corda de sisal. Ainda precisamos refazer pro acabamento ficar certinho, mas no fim das contas fica mais barato e legal que comprar aqueles prontos que eu acho horrendos… pelo menos os menores.

Ainda temos vontade de executar algum projeto DIY e fazer um mais bacaninha, mas financeiramente falando, tá inviável agora… 😉 Quem sabe quando ele ficar maiorzinho? =)

Beauté: Meus batons queridinhos da MAC

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Já faz um bom tempo que bati as fotos pra esse post, mas demorei um tempão (mesmo) pra escrever.

Beleza é um dos últimos tópicos na lista de coisas que pretendo ter no Ap, simplesmente por que acho que já existem muitos e bons blogs falando do assunto por aí! É só dar um search no Google pra encontrar resenha de quase tudo e muitas amostras de produtos também! Apesar do assunto ter sido a minha porta de entrada no mundo dos blogs de mulherzinha, lá em 2007,  todo o incentivo ao consumo que rola por aí acabou fazendo com que ele perdesse um pouco do brilho pra mim. Todos os meses são milhões de batons com o último tom da moda, o esmalte da novela, aquele delineador perfeito ou a base que deixa a sua pele naturalmente linda, tem-que-ter.

Testei muita coisa nessa fase, e gastei muito dinheiro, mas hoje em dia posso dizer que tenho os meus favoritos, os produtos que enquanto estiverem a venda vou comprar sempre e que eles são suficientes pro meu lado feminino se sentir feliz! E trabalhando em casa, tenho saído muito mais sem maquiagem por pura preguiça. Minha última compra foi um pincel flat da Vult, por puro impulso quando estava dando uma volta na Ikesaki, em São Paulo. Nunca tinha ouvido nem falar dele, mas amo pincéis flat e achei ele muito digno pro corretivo de todo dia. Também compro um ou outro batom colorido, se fico muito tempo na vontade, mas simplesmente não acompanho mais esse assunto com a mesma avidez… alguém mais sente o mesmo?

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Mas daí tem uma coisa que eu acho que posso contribuir com o mundo, nesse assunto, porque faz mais de um ano que eu voltei a usar aparelho, que, apesar de ser “estético” ~de porcelana~, continua me deixando insegura pra usar batons mais chamativos. Qualquer dia desses vai chegar a hora de tirar, mas enquanto isso, vou continuar investindo em cores mais discretas, que façam minha boca sumir no dia-a-dia, rs.

O tamanho da minha boca é bem normal, ou seja, proporcional ao meu rosto pequeno, então tirando essa parte do aparelho nunca tive um drama muito gigante em torno dela. Mesmo assim, desde que entrei pra esse mundo das maquiagens, me encantei com os batons nude! O Myth foi o meu primeiro batom da MAC, é o favorito e vai ser amor eterno pra sempre. Tenho vontade de ter o Fleshpot, que por se mais rosadinho provavelmente orne melhor com minha pele, mas sabe… ele só vai entrar pra minha coleção no dia que eu precisar de um Myth novo e ele estiver muito fácil, rs. Nenhuma pessoa normal precisa de duas variações do mesmo batom!

Então por que diabos tem um Creme D’Nude, vocês me perguntam? Por que ele é bem diferente do Myth. O Myth é satin, um acabamento que as fãs dos batons matte da MAC até acham bem cremoso, mas que pra mim é seco, rs. O Creme D’Nude é um nude totalmente cremoso, com uma boa cobertura, ótimo praqueles dias de inverno que a boca tá seca! É ele que vive na minha bolsa, por que consigo reaplicar de boa em qualquer lugar.

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Já o Brave, bom… eu vi uma amostra do Brave num desses blogs da vida e tinha umas embalagens em casa pra fazer BACK2MAC, aquele esquema que você troca 6 embalagens de plástico usadas por um batom novo na loja! 3 deles eram batons que ficaram velhos (um Myth antigo, um Pink Nouveau e um Please Me), 1 blush, uma sombra e um pó que eu não tinha me adaptado, tentei passar pra minha mãe e pra ela também não rolou, todos comprados naquela fase do auge dos blogs, lá por 2008 ou 2009, pela internet ou quando fui pra Buenos Aires.

Tava na dúvida se pegava o Rebel ou o Brave, mas decidi esperar pelo Rebel – quero muito comprar quando tirar esse treco da boca – e investir no Brave agora, que apesar de mais escuro e um tanto avermelhado, é um cor de boca bem neutro! Do lado do Myth e do Creme d’Nude ele parece ser bem chamativo, mas na verdade ele tem quase o mesmo tom da minha boca natural, ou seja, é perfeito pra dar aquela visual “natural só que melhor”! A cor dele é bem bonita, e o acabamento também a satin, mas menos seco que o Myth (vai entender!).

Sobre o BACK2MAC, fiquei bem feliz com a experiência, já cheguei na loja dizendo que iria fazer isso (fui na MAC do Shopping Mueller), tava com medo de ser mal atendida por que não ia comprar nada, mas o atendimento foi perfeito, padrão MAC, a vendedora me ajudou a testar, foi super simpática, já pegou as embalagens e me deu o batom… sem dramas! Fiquei super contente de ter transformado meus produtos velhos em uma coisa nova, rs! 😉

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Ah, e já que entrei nesse assunto de programas de fidelidade, retorno e cia… queria compartilhar também que fiz o meu primeiro resgate de milhagens da vida esses dias, rs! Sim, eu era completamente inexperiente nisso até pouco tempo atrás, as pessoas não costumam compartilhar muito esses “segredos“, né?

Tinha cadastro no Smiles e acumulava pontos lá e no cartão de crédito, meio que no automático (hoje em dia, viajando a trabalho no melhor vôo disponível na data, tenho milhas acumuladas na Tam e na Azul também… aliás, pra qual deles é melhor transferir as milhas do Mastercard, alguém sabe?), e tinha essas milhas resgatadas no Smiles que iriam vencer agora em setembro.

Não vou conseguir viajar tão cedo e fiquei um bom tempo pensando no que faria, quando entrei no Shopping Smiles e esbarrei com a Smart Case pro iPad Mini que eu cobiçava faz algum tempo! Pensei mais um pouco e decidi que seria um bom investimento, já que era só um pouco mais do que as minhas milhas que iriam vencer e eu poderia continuar com o resto que tá acumulado até pensar no que fazer com elas.

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Fiz o resgate no sábado, chegou na quinta-feira e fiquei super feliz com a “aquisição” – era algo que eu precisava mas nem pensava em comprar tão cedo. Pensei até que o modelo que viria era o de poliuretano, mas fiquei bem contente de ter recebido a capinha de couro! Temos uma de poliuretano no iPad 2, que foi meu e passou pro Rafael quando o meu mini chegou aqui em casa, mas achei esse modelo de couro bem mais resistente!

O que eu fazia antes dessa capinha? Bom, meu irmão trouxe o meu iPad Mini dos EUA antes de lançarem Smart Case pra ele, só com a Smart Cover! Durante um tempo usei uma capinha meio tosca de plástico pra proteger atrás, só que ela quebrou e eu fiquei usando sem por um tempo mesmo. Daí ele ficou todo arranhado… ou seja, além de proteger, essa Smart Cover me ajuda a não ver os estragos que fiz nesse período. 😉

Vida: 600 Quilômetros

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Vou abrir mão de ser linear e de tudo o que eu sei sobre conteúdo pra web. Sabe aqueles posts curtos, com textos diretos e fotos bem bonitas que todo mundo gosta de ver? Esqueça. Esse não é só mais um post pra contar uma história qualquer. Essa é a minha história, a história que talvez seja a grande aventura da minha vida, aquela que quero contar pros meus netos quando for bem velhinha. E sim, vou contar do meu jeito.

Já se passaram quase 10 anos e as memórias ficam meio embaralhadas, tem muita coisa que já esqueci, outras que nem valem a pena lembrar… mas em 2006 passei na UEL e fui morar em Londrina.

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Cheguei a começar o mesmo curso universitário antes, na Univali, ali em Itajaí, perto da casa dos meus pais. Fiz 3 semestres – o suficiente pra descobrir que sim, queria estudar Relações Públicas, mas não, não queria estar ali. Aos 19 anos, vim pra Curitiba fazer pré-vestibular. Tinha juntando algum dinheiro fazendo estágios – sempre estudei em colégio particular e meus pais continuaram pagando as mensalidades depois que fui pra Univali, então não tinha grandes compromissos financeiros – e na mesma época tive uma espécie de emotional break up depois de dois namoros longos que não acabaram da melhor maneira… ou seja, o suficiente pra convencer todo mundo que eu precisava mudar de ares.

Morei por 5 meses num pensionato ali na Silva Jardim, dividindo quarto com a Natália, e acabei decidindo prestar vestibular na UEL por causa do Higashi, que era de Londrina e também morava no Flat do Estudante. Meus pais tinham uns amigos por lá também… admito que não me preparei, não li nada além do resumo dos livros que caiam e nem me informei direito sobre a prova. Fui fazer a primeira fase numa van bate-e-volta que saiu daqui às 5h da manhã, pra chegar lá, almoçar, fazer a prova e voltar. Não achei que fosse passar e entrei em choque quando descobri que tinha ficado em primeiro, na primeira fase.

Na segunda-fase, fiquei hospedada na casa dos pais do Higashi, aquele colega do pensionato, ali na Quintino. Andei pela primeira vez na Higienópolis, conheci o Catuaí e me apaixonei pelo pôr-do-sol. Eu era uma pessoa diferente e não tinha ideia de tudo que aquele lugar me prometia.

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Era uma manhã de um dia de semana, no verão, quando saiu o resultado do vestibular. Só eu e a minha mãe estávamos em casa, em Brusque… O resultado do vestibular da UFPR já tinha saído, e como eu não tinha passado, uns dias antes fui até a Univali pedir reeingresso pra não perder a minha vaga (o combinado em casa era que se o plano não desse certo, eu iria voltar e retomar o que tinha parado). Não me preparei muito por que o resultado foi antecipado, só sairia no dia seguinte. Mas entrava todo dia no site, e fiquei meio ansiosa quando descobri isso…

Olhei a lista, dei search, e lá estava o meu nome. Procurei de novo. Sim, era o meu nome. Relações Públicas Noturno UEL 2006. Fiquei uns 10 minutos ali processando a informação e prevendo tudo que ainda viria. Desci as escadas e falei pra minha mãe, num tom de voz bem normal “passei na UEL”. Ela demorou pra processar. Virou e perguntou “quê?”. “Passei na UEL“.

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Normalmente, quem passa no vestibular, tem um momento bem mais efusivo, né? Mas eu não tinha com quem dividir aquilo! Não conhecia ninguém além de mim que tinha feito a segunda fase da UEL, e essa foi a única vez que me deu frio na barriga. Estava vivendo aquilo sozinha, por conta própria. Ninguém iria me sujar, raspar o meu cabelo, gritar, correr… não haveria trote. O meu medo maior era não ter apoio nenhum naquilo, por que nem eu sabia como seria. A primeira coisa que minha mãe falou, quando contei, antes de qualquer parabéns, resume bem… “E agora?”. Respondi, quase no automático, movida pelo desafio: “Eu vou.” “Vai onde?”. “Pra Londrina, né.

E foi assim que tudo começou. Meu pai chegou em casa pro almoço logo depois, e ele ficou muito mais empolgado do que eu esperava. Era o apoio que precisava. Minha mãe reagiu com os dois pé atrás, já que ela não conhecia Londrina, só sabia que era muito, muito longe.

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Fui fazer minha matrícula umas duas semanas depois, sozinha de novo. Queria muito ver um show que tinha em Curitiba naquele final de semana, e acabei emendando as duas coisas. Pela primeira vez, me hospedei sozinha num hotel. Pela primeira vez, resolvi tudo por conta própria. Aluguei um apartamento (minúsculo) pra morar, me matriculei, enfim… E conheci alguns colegas, como o Yan, que aparece nessa foto aí comigo (no dia da matrícula). Incrivelmente não senti frio na barriga de estar seguindo esse rumo nesses dias. Também não estava completamente aliviada, mas as coisas estavam andando… e eu finalmente deixaria aquele passado pra trás.

Um mês depois, meus pais pegaram o carro e viajaram aqueles 600km pela primeira vez, pra levar uma parte da minha mudança e pegar a chave do apê que eu tinha alugado do lado da UEL, no Universiflat. Levaram aquele PC velho – que tinha pedido pra guardarem quando montaram uma máquina nova – e a TV de tubo que ficava no meu quarto lá em Brusque. Eu não tinha muita coisa além disso, mas ganhei também uma sanduicheira, um liquidificador e um jogo de pratos e panelas. Ainda bem que o apartamento, apesar de micro, era mobiliado.

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2006 foi um ano incrível. Conheci e comecei a namorar com o Rafael (isso ainda rende um post inteiro!). Tive aulas de fotografia. Participei do Intercom Sul aqui em Curitiba. Fiz aulas extra-currículares de redação.

Morei no Universiflat por um ano, e andava 20 minutos todo dia até o CECA, do outro lado do calçadão, onde estudei. 20 min pra ir, 20 min pra voltar – muitas vezes com outros colegas que também moravam ali. Às vezes, ia duas vezes, pra poder almoçar no RU. Mas pra falar a verdade, nem lembro direito o que eu comia lá em 2006 – só lembro que ia bastante fazer compras no Carrefour e volta e meia almoçar em alguma lanchonete.

Não tinha telefone de linha, a internet era via satélite e custava R$45/mês. Meu aluguel era uns R$300 e eu devia pagar mais uns R$50 de condomínio… basicamente, a vida custava uns R$500 por mês, mais o que eu gastava com alimentação (o RU da UEL era R$1,90). Lembro de ter feito as contas e descoberto que eu vivia lá com menos do que gastava de mensalidade na Univali.

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É bem provável que o gasto mais absurdo fossem os R$80 da passagem de Londrina pra BC (não tinha ônibus de Londrina pra Brusque, então meus pais me buscavam na rodoviária de Balneário). E mais R$80 pra voltar. Mas o meu pai comprava e deixava pago, pra retirar no guichê… e assim evitar que eu desistisse de ir pra casa por causa do dinheiro, que era bem contadinho na época.

Quando saí da casa dos meus pais, minha relação com toda a minha família – pais, avós, irmão, melhorou bastante. Quando a gente tá longe dá muito mais valor pras pequenas mordomias que tem em casa. O começo foi bem difícil, e todos os centavos eram contados. Até os da lavanderia. Nos quatro anos que fiquei em Londrina, a situação financeira dos meus pais melhorou bastante também, o que acabou tornando as visitas dele mais frequentes… e me permitiu mudar de casa.

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Um ano depois, fui pra minha segunda casa em Londrina, o apartamento de dois quartos na Guararapes, perto da rotatória da Higienópolis com a JK, bem atrás do ponto do 307/305 que ia pra UEL. Ele era pequeno, com chão de madeira escura, janelas pequenas e não tinha mobília, mas era bem maior que o flat.

Ganhei um guarda-roupas, cama de casal, fogão, microondas, mesa pra sala e um frigobar do meu pai. Uns 6 meses depois, a grande conquista: a minha primeira máquina de lavar roupas! E assim a vida foi tomando forma. Comecei a fazer estágio meio período na EDUEL, e um tempo depois entrei pro Grupo de Extensão que fiz parte quase até o final da graduação. Em 2007 também fui visitar a fábrica da Natura em uma excursão com o povo da UEL e organizamos o inesquecível Vovô Bailar na disciplina de eventos!

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Morei no Edifício Aquarela por 3 anos, e esse apartamento teve muitas caras, apesar de nenhuma nunca ter sido muito arrumada. Isso tava longe de ser a prioridade. Não tinha sofá, e a TV era aquela de tubo de 14′ que veio do meu quarto em Brusque, quando sai de casa. Uns tempos depois, montaram outro PC lá em Brusque e, mais uma vez, fiquei com o antigo (sempre com monitor de tubo!).

Um ano depois que mudei pra esse apê, o Rafael foi morar oficialmente comigo. Ele já estudava na UEL (passou no Processo de Transferência Externa em 2007) e fazia estágio duas quadras pra baixo, quando comprou um computador e instalou lá em casa!

Sempre andei a pé e de ônibus, nunca tivemos carro ou outras mordomias (como notebook!) nessa fase universitária. Íamos no Valentino e voltávamos andando pra casa depois da balada com os amigos. O Pé na Cova e o Estação Café Brasil eram ainda mais perto, e muitas vezes voltamos pra casa só com o dia amanhecendo. Olhando pra trás, era feliz com muito pouco. Economizava a grana que “sobrava” no fim do mês e foi assim que, no último ano da faculdade, comprei o Macbook que me acompanha até hoje à vista.

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Em 2009, comecei a me despedir de Londrina. Muitos amigos já tinham ido embora, e tinha essa coisa coisa estranha de quando você chega no último ano da faculdade: seus veteranos já se formaram, ou seja, você não esbarra mais com eles por aí no corredor. Eu também já quase não tinha mais aulas. Dediquei boa parte do ano ao trabalho de conclusão de curso, e em julho o Rafael mudou pra Curitiba para trabalhar, enquanto fiquei lá “encerrando” aquela fase. Nunca imaginei que minha vida mudaria tanto e aquilo tudo ficaria na memória quase como um sonho.

Curitiba tem sido bem legal com a gente nesses 4 anos que estamos aqui (sabe aquela história “ame uma coisa que ela te amará de volta?” – é essa minha relação com Curitiba!). Em Londrina, conheci muita gente, com quem tenho pouco ou nenhum contato hoje em dia… a vida seguiu. Guardo no coração ótimos momentos e pessoas que admiro de verdade (sou grata pela oportunidade que tive de conhecer, crescer e conviver com gente tão diferente de mim e da minha realidade! <3) e um p*ta orgulho de ter vivido aquilo tudo por conta própria. É a minha história, e ninguém pode tirar isso de mim.

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Em 2010, sai definitivamente da UEL…mas, clichê dos clichês, a UEL nunca vai sair de mim. A experiência de estudar numa Universidade Pública, 600 km longe de tudo que eu conhecia, morar sozinha, morar junto, ficar 9h no ônibus pra ir pra casa e mais 9h pra voltar uma vez por mês, durante 4 anos… o tom de azul único do céu do Norte do Paraná e o pôr-do-sol laranja mais bonito da vida, logo ali no Igapó.

O suco da rodoviária, o bologna do Valentino, o churros e o tempura da feirinha da Lua, o Pastel-do-japonês da feira do lado do cemitério no domingo de manhã, as filas pro dia que tinha lasanha no RU, o refrigerante com bolo que só rolava uma vez por ano lá (no dia do aniversário do RU!), as peças do FILO no Ouro Verde e no Zaqueu, a OSUEL tocando no anfiteatro do Zerão… quantas memórias! Londrina é realmente uma cidade mágica. Meu lugar secreto.

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Quando me formei, já estava morando em Curitiba. Voltei pra lá algumas vezes depois, mas nunca mais teve o mesmo clima daqueles quatro anos, que só quem saiu de casa pra estudar e viveu aquilo com tanta intensidade, sabe o que significa. Obrigada, UEL. Serei eternamente grata por essa experiência. <3

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E claro, obrigada aos meus pais, que apoiaram e bancaram toda essa loucura… sei o quanto eu sou privilegiada por ter os pais que tenho e sei que sem eles anda disso disso teria sido possível! <3

Outfit: Don’t mess with me!

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Adivinha quem acabou realizando um daqueles desejos da wishlist já na sequência do post? Não, gente, ainda não é o meu sonhado Macbook novo… esse post tá sendo escrito no meu amado velho guerreiro! Nem a lente que tô cobiçando muito.. Aliás, preciso transformar aquela imagem da wishlist em papel de parede do celular, rs, tá f*da manter o foco! 😉

O que eu comprei e já usei muito foi o tênis da Adidas novo! Tava muito na dúvida se comprava um Star preto ou algum outro modelo com uma cara mais esportiva, mas foi provar esse Top Ten de cano alto um dia desses que a decisão estava tomada, rs! 😉

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Quem me conhece um pouquinho sabe que sou a louca dos tênis bacanas, e não falo isso da boca pra fora. Uso bastante no dia a dia… e gosto especialmente dos que tem cano alto! Ano passado comprei esse modelo com estampa de oncinha e tachinhas na Black Friday da Santa Lolla e menos de um ano depois a sola já está super gasta! Fico triste e feliz ao mesmo tempo, como ele não é tão frágil assim, é sinal que eu usei muito, então valeu cada centavo… o que é uma ótimo motivo pra adquirir um novo, rs! Não que eu vá me desfazer do antigo, só queria um novo pra não ter que aposentar ele tão rápido, sabe?

Esse Top Ten é bem confortável e versátil, tem vários detalhes que eu amo, como as listras envernizadas, o detalhe em animal print e essa língua um pouco maior com o símbolo da linha Originals! Ah, e o fato dele não ter detalhes metalizados – ou seja, combina tanto com dourado como prata – também é super conveniente!

Passei a semana passada inteira trabalhando em SP e só levei ele comigo de sapato fechado… e deu certo com todos os looks! 😉

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Apesar de trabalhar em casa, tem dias que dá vontade de sair de casa mais arrumadinha, né? Mas sem abrir mão do conforto! Nesse dia, a gente ia só almoçar no Tartaruga aqui perto… Pra isso, legging com detalhe que imita couro (antiga, da TopShop) e camisa da Pool/Riachuelo mais comprida e larguinha, no estilo daquelas famosas da Equipment, com jaqueta (Maria Filó pra C&A) e o tênis! Ah, a bolsa é a Satchel Mini Framboesa da Adô (clica pra ver o que eu falei dela no post sobre bolsas pequenas!), e o óculos é o Nina da Hang Loose que eu uso sempre.

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Apesar de simples e confortável, esse é o tipo de look que me deixa super feliz de ver por aqui! <3

E como sempre, a música que inspirou o título do post, dessa vez com a Brody maravilhosa:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=XE2051n3O-I?rel=0&w=600&h=338]

“I got the feeling I can break out of anything that is standing in my way”