Outfits: Uma tarde no museu (ou Bienal de Curitiba no MON)

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No último domingo eu e o Rafael fomos finalmente visitar um dos espaços onde está acontecendo a 6ª edição da Bienal de Curitiba. Pra quem não sabe, temos uma amiga muito querida que trabalha na organização do evento, e na edição passada fizemos até figuração nas fotos do catálogo oficial. Queria ter ido antes, mas a nossa agenda nas últimas semanas andou bem lotada: o Rafael participou do RDesign em Floripa no fim de semana de abertura (culpa do Anticast, e um ótimo motivo pra mim visitar a família em Santa Catarina) e um grande amigo casou em Itu no fim de semana seguinte (ou passado!), o que deu origem a uma das roadtrips mais inusitadas do nosso carrinho. Então…

Itu é uma cidade bem gracinha, e juro que queria ter fotos pra compartilhar, mas a viagem foi puxada, bem correria mesmo. De qualquer maneira, ficamos num hotel bem simpático, sugestão dos noivos, chamado Vila do Conde. Se alguém estiver procurando hospedagem por lá, fica a dica! O café da manhã é uma loucura.

Voltando a Bienal, ela começou em meados de setembro e segue até novembro em diversos espaços de Curitiba. Esse fim de semana começamos pelo MON. Siiim, aquele famoso museu conhecido como Olho, mas que na verdade representa uma araucária, ali no Centro Cívico (o que tem tinha o Parcão atrás).

Apesar de já ter visitado um tantão de museus de arte famosos (Malba? Já fui. MET? Been there. MoMa? Guggenheim? Whitney? Então…), confesso que não sou a mais entendida pra falar do assunto. Na edição passada, a Sol ficou explicando várias “obras” pra gente e achei bem legal ter essa visão. O que eu mais gostava nesses museus em NY era a chance de utilizar a visita guiada com audio… praticava inglês ao mesmo tempo que podia aprender mais sobre aquilo com a ajuda dos artistas e dos curadores.

Aliás, semana passada em Itu tivemos uma boa discussão sobre isso, enquanto visitavámos um museu de história mantido pela USP lá. Um dos amigos que foram junto no carro morou um tempo em Londres e chegou a visitar a Escócia, e ficou bem incomodado com o simples fato de ter um monte de regras pra entrar e não poder bater fotos dentro do museu. Tanto na minha experiência americana quanto na européia dele, a impressão que tivemos é que a relação que as pessoas tem com história – e com arte – é bem mais próxima. A impressão que tenho é que aqui no Brasil os curadores insistem em manter essas coisas distantes e inalcançáveis para a maioria das população. Mesmo assim continuo insistentemente frequentando e tentando entender, nem que seja do meu ponto de vista, o objetivo daquelas obras. Ah, fiquei bem feliz de encontrar aqui em Curitiba um vídeo que eu já tinha visto (com o audio guiado!) na Whitney Bienal do ano passado. 😉

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Sobre o look que usei na visita (e pra um café e uma voltinha no shopping mais tarde!), tenho que admitir (não lembro se já falei antes disso aqui!) que não consegui cumprir nem por um mês a promessa de não comprar nada feita há alguns meses. Talvez se eu tivesse registrando cada look diariamente, talvez se eu tivesse mesmo empenhada em não ficar falida… mas nada disso aconteceu. Continuo falida e o guarda-roupas continua (cada vez mais) entupido de roupas. De qualquer maneira, fiquei bem feliz com algumas das minhas novas aquisições! (vale avisar que algumas das coisas que aparecem nesse post pela primeira vez também não são tão novas, como o relógio de pulseira dupla da Swatch!).

Acho que dá pra perceber que tô numa fase completamente caveirística, né? A sapatilha da Santa Lolla era um antigo sonho de consumo que só realizei há umas duas semanas e estou completamente apaixonada (e já desejando outras… socorro!). O pingente da H. Stern foi presente do Rafael quando a gente fez 5 anos de namoro em março, e se eu não tivesse meio que largado totalmente o blog com certeza ela já teria aparecido antes!

O resto do look não é nada inovador, na real. Saia preta da linha Just B da Renner (recém-adquirida, mas é tão básica que nem dá pra contar…), blusa preta com mini póas da Zara (já apareceu nesse look aqui, porém com uma básica preta por baixo – nessa versão tá com branco!), meia-calça fio 40 da Lupo, jaqueta de couro fake da H&M e bolsa Special Items by Marc Jacobs.

Ah, e claro, o cabelo. Comecei cortando a franja de leve em julho e radicalizei no último corte. A idéia era fazer um corte inspirado na Freja Beha nessa foto, e apesar do meu cabelo ainda estar meio curto pra ficar desse jeito, fiquei bem feliz com o resultado (e meio revoltada porque meu cabelo demora anos pra crescer, enquanto a minha franja não dura duas semanas!).

Outfit: Jaqueta H&M no Jardim Botânico do Brooklyn!

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Se tem coisas que eu tava procurando (e vocês podem ver aqui comprovar aqui), comprei e realmente usei muito na viagem, foram duas jaquetas, a de couro “de verdade” do Michael Kors que comprei na Century 21, e essa de couro “de mentira” da H&M, que é tipo perfecto e tem os ombros meio marcados.

Realmente acho que couro veste super bem e tem lá suas vantagens, porque ele é levinho e esquenta muito, muito mesmo. Pra ser equivalente, tem que ser uma jaqueta de malha de lã super pesada, mas eles causam efeitos bem diferentes no visual, né?

Mas também tenho coração, e não gosto muito da idéia de usar uma vaca morta nas costas. Claro que faz parte do esquema todo, afinal, já que eu como carne (e admito que gosto), porque não usar tudo o que dá dela? Bom, eu não sei… mas quando comprei a jaqueta lá, acabei optando por um modelo bonitinho e moderno, mas mais clássico, que espero poder usar por muitos anos.

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Já essa jaquetinha… veio da H&M e é tão fake quanto meu cabelo loiro, mas é impossível não olhar pra ela e pensar por quanto tempo esses ombros marcados vão ser “cool”. Ela custou uns 50 dólares (não é exatamente uma pechinca, mas dêem uma olhadinha no post na Zara…), mas é bem bonitinha e ajustada (de novo aquele negócio do tamanho!) e eu vou usar muito esse inverno e quem sabe até no próximo, porque como tudo chega meio atrasado aqui, é provável que os ombros marcados durem até o inverno do ano que vem pra todo mundo poder usar. Mas a tendência não é pra sempre.

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Pra completar o “look“, calça jeans Zara, tênis bem velhinho da Adidas que foi pra ficar nos EUA (e não voltou mesmo, já tenho um mais novo do mesmo modelo), cardigã da Zara por baixo (e alguma malha da Renner que não aparece na foto), cachecol de moletom da Imaginarium e bolsa BDG para Urban Outfitters.

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Não estranhem o corte das fotos, elas foram batidas com timer, sem tripé, e nem sempre saem como a gente quer!!! Mas o cenário ajuda um monte, né? O Jardim Botânico do Brooklyn é ma-ra-vi-lho-so, dei sorte de ir lá bem em abril/maio, quando as cherry blossoms estão todas floridas, é lindo demais!!! Essas fotos foram no segundo fim de semana (mais exatamente, 18 de abril) e esses dias estavam bem gelados!!! Se a minha memória ainda permite, sim, passei frio com essas roupas lá (mas dêem um desconto porque saí pra ir pro Brooklyn Museum (vale a visita) e acabei esticando até no Botanic Garden).

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