Vida: Um Dia de Cada Vez

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Que fase, gente. Que fase. Faz um tempo que eu venho aqui e penso “quero escrever sobre o mestrado” – afinal, esse é o resumo da minha vida há 3 meses, mas paro por simplesmente não ter palavras pra explicar. Já tinha previsto que essa seria uma fase mais introspectiva, de muito aprendizado, mas preciso ser mais clara: minhas previsões foram levianas. O mestrado é muito mais que isso.

Primeiro, que é uma fase de desconstrução intensa, tijolinho por tijolinho, das coisas que você tem como certas. O tal do conhecimento científico tem esse poder, de te deixar questionando tudo e todos. Aos pouquinhos, tô dizendo “tchau” praquela Nayara que eu conhecia e aceitando que essa experiência não tem mais volta.

Abrir mão dos planos pro futuro próximo, das férias e da estabilidade financeira é fichinha perto de ter que lidar com o fato de que tudo que estudei e aprendi nesses quase 30 anos de vida à respeito da área que eu pesquiso não é absolutamente nada perto do que tem pra aprender. Juro que tem horas que me sinto sacaneada pela vida, mas talvez seja esse o sentimento mesmo.

Estamos oficialmente na décima terceira semana de aulas (embora todas as disciplinas estejam na décima segunda aula) e é difícil contar tudo o que “conheci” até aqui, entre as diversas teorias das organizaçõesmetodologias de pesquisa e técnicas estatísticas de cruzamento de dados e sobre a história dos estudos em marketing (pra conseguir entender melhor as perspectivas contemporâneas sobre o assunto).

O que posso afirmar, por enquanto, é que tudo que eu achava que sabia é muito pouco perto de todas as novas maneiras de pensar Administração (e Comunicação e Marketing e tudo junto) desse universo que comecei a conhecer nos últimos meses.

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Como eu ainda não consegui digerir direito as coisas pra transformar isso em algo tangível (quero muito tentar), só me restam contar as novidades do meu mundo “objetivo“.

Comecei a ter muitas dores de cabeça e perceber que fazia um esforço imenso pra enxergar o quadro/slides projetados, e não deu outra. Fui no oftalmologista depois de uns anos (sempre enxerguei bem e saia de lá sem nenhuma indicação) pra descobrir que tenho 0,5 de miopia nos dois olhos. É pouco, mas o suficiente pra me incomodar bastante, por isso agora uso óculos em boa parte do tempo. Faz uma diferença imensa. Vale contar também: encontrei essa armação no PolloShop, pertinho de casa, na Ótica Lens. É da Marc by Marc Jacobs, não foi exatamente barata mas morri de amores e não consegui deixar ela lá e continuar procurando, rs.).

Na outra foto, o Bloco Azul do Campus do Jardim Botânico da UFPR, onde estudo, vivo e estou quase todos os dias. É bem engraçada minha relação com esse campus, porque eu quis muito estudar na federal durante toda a minha vida – na adolescência queria muito ir pra UFSC, depois pra UFPR, acabei passando pela Univali, pela UEL e pela FAE antes disso mas eis que finalmente cheguei lá (pra descobrir que ela não é nada do jeito que eu imaginei, rs).

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Comprei um milhão de canetas marca-textos coloridas da Stabilo e comecei a estudar mais no modo analógico, primeiro por que meu olho tava doendo e segundo por que a variação de estímulo favorece o meu processo de aprendizado. De brinde, ganho a companhia do Leopoldo nesse frio. No fim, esse é o verdadeiro livro de colorir para adultos, rs. E quando você tem um monte de páginas pra ler em pouquíssimo tempo, parece que ele passa ainda mais rápido mesmo. =/

Também adquirimos uma maravilhosa máquina de waffles aqui pra casa! Era uma vontade antiga, e foi uma felicidade quentinha pro inverno. Por enquanto, só fizemos a receita da massa que vem na embalagem, e experimentamos algumas coberturas diferentes… minha preferida é essa com sorvete de frutas do bosque e morangos.

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E como não poderia faltar um update da casa, mês passado demos aquela passada na Leroy Merlin pra finalmente executar esse projeto de prateleira que tava há vários meses nos planos, pra colocar os cactos e outras coisas pequenas. Basicamente, o Rafael comprou essa “ripa” de madeira e prendeu por baixo e por cima com os cabos de ferro. Não dá pra colocar coisas muito pesadas (como livros, por exemplo) e que o Leopoldo nem pense em subir nela, mas foi bem simples de fazer e o resultado ficou amor!

Também aproveitamos pra comprar molduras prontas pra colocar dois pôsteres que estavam há anos rolando pra lá e pra cá aqui em casa na parede. Agora a serigrafia do show do Pearl Jam em Curitiba em 2011 e o desenho que brilha no escuro que venho de Buenos Aires em 2008 fazem companhia pra outra serigrafia, da tour do Murder By Death e pra reprodução da exposição do Cartier-Bresson no MoMa, que eu trouxe daquela viagem pra NY em 2010.